terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A melhor menbra da familia real " A Rainha Elizabeth 2 "

Isabel II ou Elizabeth II (nome completo: Elizabeth Alexandra Mary)  (Londres, 21 de Abril de 1926)é a atual monarca constitucional e chefe de Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente , Ilhas Salomão e Tuvalu, sendo, portanto, a chefe da Casa de Windsor.
A rainha Isabel II é também a chefe da Comunidade de Nações, governante suprema da igreja da Inglaterra (também denominada igreja anglicana), comandante-em-chefe das Forças Armadas do Reino Unido, Lorde de Mann e Duquesa de Normandia; ela reina com esses títulos desde a morte de seu pai, rei Jorge VI, em 6 de fevereiro de 1952. Atualmente é a chefe de Estado que está no poder há mais tempo na Europa, nas Américas, África e Oceânia, sendo a segunda no mundo, superada apenas pelo rei Rama IX da Tailândia. Isabel II é a mais velha monarca britânica de todos os tempos. O recorde pertencia à rainha Vitória, que viveu 81 anos, sete meses e 29 dias, vindo a falecer em 1901; um marco que a sua trineta alcançou no dia 20 de dezembro de 2007. Para superar sua trisavó, Vitória, no recorde do mais longo reinado, terá de reinar mais 960 dias, até 9 de setembro de 2015.
Cerca de 125 milhões de pessoas vivem em países onde o soberano do Reino Unido é o chefe de estado. Só no Reino Unido o seu reinado passou pelo governo de doze primeiros-ministros diferentes. Isabel II é casada com Filipe, Duque de Edimburgo, e é mãe do herdeiro ao trono, o Príncipe de Gales, Charels. Foi a primeira monarca do Reino Unido a ter primeiros-ministros nascidos no seu reinado (Tony Blair e David Cameron).
Em 2009, foi considerada pela Forbes a 23ª mulher mais poderosa do planeta. Nos dois anos seguintes, nas listas compiladas novamente pela revista, atingiu a 41ª e 49ª posição, respectivamente.
Em 29 de Dezembro de 2010 foi bisavó pela primeira vez, pois Peter Phillis — filho da princesa real, Anne — e a sua mulher, Autumn Kelly, foram pais de uma menina.
Como neta de um monarca através de uma linhagem masculina, ela foi chamada desde o seu nascimento de Sua Alteza Real a Princesa Isabel de York. Ela era a terceira na linha de sucessão ao trono Britânico, atrás de seu tio, Eduardo, Príncipe de Gales e de seu pai . Apesar de seu nascimento gerar um grande interesse público, não era esperado que ela se tornasse a Rainha, pois o Príncipe de Gales era jovem e ele assumiria o trono e teria seus filhos, fazendo assim sua linha de sucessão. Em 1936, quando a princesa tinha dez anos e seu avô paterno, o Rei, morreu e seu tio Eduardo o sucedeu, ela tornou-se a segunda na linha de sucessão ao trono, atrás de seu pai. Após um ano, Eduardo abdicou, ante a não aceitação pela família real de um casamento seu com a socialite Wallis Simpson, uma americana divorciada, gerando uma crise constitucional. O pai de Isabel tornou-se rei e ela, por ser a primogênita e não ter irmãos varões mais novos, tornou-se a herdeira presuntiva, sob o nome de Sua Alteza Real a Princesa Elizabeth do Reino Unido  .
Em 1937 seus pais viajaram para a Austrália e Nova Zelândia, Isabel permaneceu na Grã-Bretanha, dado que o seu pai, o rei, pensava que ela era muito jovem para passeios públicos. Em 1939, seus pais fizeram outra viagem, desta vez ao Canadá e aos Estados Unidos.
Aos 86 anos, Isabel II tem quatro filhos, oito netos e duas bisnetas.
Isabel nasceu no número 21 da Rua Bruton, em Mayfair, um bairro de Londres, em 21 de abril de 1926. Seu pai, o príncipe Alberto, Duque de York (mais tarde rei Jorge VI), era o segundo filho mais velho do rei Jorge V e da Rainha Mary. Sua mãe era a Duquesa de York, depois rainha-consorte Isabel, mais tardiamente Rainha mãe (nascida Elizabeth Bowes-Lyon), filha do Lorde Claude George Bowes-Lyon, Conde de Strathmore e Kinghorne e sua esposa, a Condessa de Strathmore. Ela recebeu o nome de sua mãe, enquanto seus dois nomes do meio são de sua bisavó paterna Rainha Alexandra e avó Rainha Mary, respectivamente. Quando criança e estava aprendendo a falar, a então princesa sentia dificuldade de pronunciar o nome "Elizabeth, trocando seu nome por "Lilibet", sendo este o apelido a ser usado para se referir a ela dentro da família .
Como neta do soberano, adquiriu a condição de Princesa da Grã-Bretanha, recebendo o tratamento de Sua Alteza Real. Era a Princesa Isabel de York, quando nasceu, terceira na linha sucessória, atrás de seu pai e seu tio, o Príncipe de Gales, mais tarde Rei Eduardo VIII.
Quando tinha quatro anos sua irmã Margaret nasce. A jovem princesa Isabel foi educada em casa sob a supervisão de sua mãe, a então Duquesa de York. Sua governanta era Marion Crawford. Estudou história e línguas modernas. Fala francês fluentemente, tendo-o demonstrado em diversas ocasiões, como em 2004 durante sua visita à França em comemoração da Entente Cordiale e nas inúmeras visitas ao Canadá. Foi instruída em religião pelo Arcebispo de Cantuária e sempre teve grande crença na Igreja da Inglaterra.
Como neta de um monarca através de uma linhagem masculina, ela foi chamada desde o seu nascimento de Sua Alteza Real a Princesa Isabel de York. Ela era a terceira na linha de sucessão ao trono Britânico, atrás de seu tio, Eduardo, Príncipe de Gales e de seu pai] . Apesar de seu nascimento gerar um grande interesse público, não era esperado que ela se tornasse a Rainha, pois o Príncipe de Gales era jovem e ele assumiria o trono e teria seus filhos, fazendo assim sua linha de sucessão Em 1936, quando a princesa tinha dez anos e seu avô paterno, o Rei, morreu e seu tio Eduardo o sucedeu, ela tornou-se a segunda na linha de sucessão ao trono, atrás de seu pai. Após um ano, Eduardo abdicou, ante a não aceitação pela família real de um casamento seu com a socialite Wallis Simpson, uma americana divorciada, gerando uma crise constitucional. O pai de Isabel tornou-se rei e ela, por ser a primogênita e não ter irmãos varões mais novos, tornou-se a herdeira presuntiva, sob o nome de Sua Alteza Real a Princesa Isabel do Reino Unido  .
Em 1937 seus pais viajaram para a Austrália e Nova Zelândia, Isabel permaneceu na Grã-Bretanha, dado que o seu pai, o rei, pensava que ela era muito jovem para passeios públicos. Em 1939, seus pais fizeram outra viagem, desta vez ao Canadá e aos Estados Unidos.
partir de setembro de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, Isabel e sua irmã mais nova, Margarida, ficaram no Castelo de Balmoral, Escócia, até o natal de 1939, quando elas mudaram-se para a Sandringham House, Norfolk. De fevereiro a maio de 1940, elas viveram no Royal Lodge, Windsor, até mudarem-se para o Castelo de Windsor, onde elas viveram por mais de cinco anos. A sugestão pelo político Lord Hailsham, que as duas princesas deviam ser evacuadas para o Canadá foi rejeitada pela Rainha; ela anunciou: "As crianças não irão sem mim. Eu não deixarei o Rei e o Rei nunca deixará seu povo".
Foi de Windsor, em 1940, quando Isabel tinha apenas 14 anos, que ela fez sua primeira transmissão no rádio, durante a Children' Hour da BBC. Ela disse:
"Nós estamos tentando fazer tudo que é possível para ajudar nossos bravos marinheiros, soldados e aviadores, e nós estamos tentando, também, apagar a tristeza e perigo da guerra. Nós sabemos, cada um de nós, que no fim, tudo ficará bem."
Em 1943, aos 16 anos de idade, Isabel fez sua primeira aparição pública, sozinha, a uma visita aos Grenadier Guards, de qual ela foi apontada Coronel-em-Chefe anos antes. Em fevereiro de 1945, ela ingressou no Serviço Territorial Auxiliar das Mulheres, como uma honorária Segunda Subalterna, com o número de serviço de 230873. Ela foi treinada como motorista e mecânica, dirigindo um caminhão militar, e foi promovida a Comandante Júnior cinco meses depois. Ela é a última Chefe de Estado viva a servir uniformizada na Segunda Guerra Mundial.
Durante a guerra, planos foram traçados para acabar com o nacionalismo galês, fazendo Isabel ter relações mais estreitas com o País de Gales. Os políticos galeses propuseram que Isabel fosse feita Princesa de Gales quando completasse 18 anos. A ideia foi dada pelo Ministro do Interior, Herbert Morrison, mas rejeitada pelo Rei, alegando que esse título pertence exclusivamente à esposa de um príncipe de Gales, e esse título, de Príncipe de Gales, é sempre do filho mais velho do Rei, enquanto Isabel era apenas a herdeira presuntiva.
Ao fim da guerra, no Dia da Vitória na Europa, Isabel e sua irmã misturaram-se anonimamente com a multidão que comemorava nas ruas de Londres. Mais tarde, ela disse em uma rara entrevista: "nós pedimos aos nossos pais se podíamos sair e ver por nós mesmas. Eu lembro que ficamos com medo de sermos reconhecidas. Eu me lembro também das pessoas que davam os braços e saíam andando pela Whitehall, todos arrastados por uma onda de felicidade e alívio". Dois anos depois, a Princesa fez sua primeira viagem ao exterior, acompanhando seus pais para a África do Sul. Em seu 21º aniversário, em abril de 1947, em um pronunciamento à Comunidade Britânica da África do Sul, ela afirmou: "Eu declaro diante de todos vocês, que minha vida inteira, seja ela longa ou curta, será dedicada ao seu serviço e ao serviço de nossa grande família imperial, a qual todos nós pertencemos".
Isabel encontrou-se com o seu futuro marido, Filipe, Duque de Edimburgo em 1934 e 1937. Após reencontrá-lo novamente no Colégio Real Naval em Darrmouth, em julho de 1939, Isabel - com apenas 13 anos de idade - apaixonou-se por Filipe, e eles começaram a trocar cartas. Eles casaram no dia 20 de novembro de 1947 no Abadia de Westminster. O casal são primos de segundo grau do pelo lado do Rei Cristiano IX da Dinamarca e primos de terceiro grau pelo lado da Rainha Vitória do Reino Unido. Antes do casamento, Filipe renunciou ao seus títulos Gregos e Dinamarqueses, convertendo-se da Igreja Ortodoxa Grega ao Anglicanismo e adotou o nome de Filipe Mountbatten, sendo o sobrenome britânico de sua mãe. Mas antes do casamento, foi dado a ele o título de Duque de Edimburgo e ele chamado de Sua Alteza Real.
O casamento não aconteceu sem controvérsias: Filipe não tinha nenhum suporte financeiro, era um estrangeiro e sua irmã tinha casado com um nobre alemão, com ligações com os Nazistas. A mãe de Isabel foi contra a união inicialmente, como relatam algumas biografias, chamando Filipe de "alemão destruidor".. No fim da vida, entretanto, ela disse a seu biógrafo Tim Heald que Filipe foi "um cavaleiro britânico". Isabel e Filipe receberam 2.500 presentes de casamento de todo o mundo, mas seu país ainda não estava totalmente recuperado da devastação da guerra.
Após o casamento, Isabel e Filipe mudaram-se para Clarence House, Londres. Em 14 de novembro de 1948, deu à luz seu primeiro filho, Príncipe Carlos de Edimburgo. Além de Carlos, tiveram mais três filhos: Ana, Princesa Real, André, Duque de York e Eduardo, Conde de Wessex. Apesar da casa real ser oficialmente chamada Windsor, foi decretado em 1960 que os descendentes da rainha Isabel II e do Príncipe Filipe teriam o sobrenome Mountbatten-Windsor.
saúde de Jorge VI do Reino Unido começou a declinar durante 1951 e Isabel foi representar seu pai em eventos públicos com frequência. Em outubro do mesmo ano, ela viajou ao Canadá e visitou o Presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman em Washington. Durante a viagem, seu secretário pessoal, Martin Charteris, foi o responsável pelo aviso de que avisar se o Rei morresse durante a viagem. No começo de 1952, Isabel e Filipe foram a uma viagem a Austrália e Nova Zelândia, pelo Quênia. No dia 6 de Fevereiro de 1952 eles retornaram à sua residência Saana Lodge, após uma noite no Hotel Treetops, quando chegou a notícia de que o pai de Isabel havia morrido e Filipe deu a notícia à nova Rainha. Martin Charteris perguntou a ela qual seria seu Nome Real e ela respondeu: "Isabel, é claro". Ela foi proclamada rainha e voltou às pressas ao Palácio de Buckingham Ela e o Duque de Edimburgo se mudaram então para o Palácio de Buckingham.
Com a ascensão de Isabel, a Casa Real deveria levar o nome de seu marido. A casa deveria ser Casa de Mountbatten, como Isabel sempre usava o nome de seu marido, depois de seu casamento; entretanto, a Rainha Mary e o Primeiro Ministro Britânico, Winston Churchill, favoreceram que a casa fosse Casa de Windsor e Windsor foi mantido. O Duque reclamou: "Eu sou o único homem no país que não pode dar seu nome aos seus filhos". Em 1960, com a morte da Rainha Maria e a renúncia de Churchill, o sobrenome Mountbatten-Windsor foi adotado.
No meio das preparações para a Coroação, a princesa Margarida informou a sua irmã que desejaria se casar com Peter Townsend, um plebeu divorciado, 16 anos mais velho que Margarida e com dois filhos do primeiro casamento. A Rainha pediu-lhe que esperasse por um ano, nas palavras de Martin Charteris, "A Rainha foi naturalmente simpática com a Princesa, mas eu acho que ela disse - ela desejava - dê-me tempo, o seu affair com ele acabará". Políticos seniores eram contra o casamento e a Igreja da Inglaterra não permitia casamentos a pessoas divorciadas. Se Margarida desejava realizar um casamento civil, ela deveria renunciar o seu direito a sucessão. Eventualmente, ela desistiu dos seus planos com Townsend. Em 1960 ela casou-se com Antony Armstrong-Jones, mas divorciaram-se em 1978. Ela não casou-se mais.
Apesar da morte de sua avó, Rainha Mary, em 24 de março de 1953, a Coroação foi em frente à Abadia de Westminster em 2 de junho de 1953, como o desejo de Maria. A cerimônia inteira foi televisionada, exceto a unção e a comunhão. Mais de 20 milhões de britânicos assistiram à Coroação pela TV. Na América do Norte, 100 milhões de pessoas assistiram.
Isabel assistiu durante sua vida, a transformação do Império Britânico e suas Nações. Em 1953/54, a Rainha e seu marido embaracaram em uma turnê pelo mundo, durando seis meses. Ela tornou-se a primeira soberana reinante a circunavegar o globo terrestre, e a primeira monarca da Austrália, Fiji e Nova Zelândia a visitar essas nações. Durante o tour, o público foi imenso; estima-se que quase 80% da população da Austrália foi as ruas para ver a Rainha. Ao longo do seu reinado, a Rainha viajou por todos os Estados de seu Reino, sendo a Chefe de Estado que mais viajou na história (passando até do Papa João Paulo II). Em 18 de fevereiro de 1951, visitou Portugal, onde foi recebida com grande festa, em outubro do mesmo ano fez uma visita oficial aos Estados Unidos e, em 1959, ao Canadá. Em 1961 viajou até a Índia e ao Paquistão, pela primeira vez. Ela já fez visitas oficiais à maioria das nações da Europa e de outros continentes. Ela vai regularmente aos encontro da Comunidade Britância das Nações.
A 25 de Outubro de 1955 foi agraciada com a Grã-Cruz da Banda das Três Ordens.
Em 1956, o primeiro-ministro francês, Guy Mollet e o primeiro-ministro britânico, Sir Anthony Eden, discutiram a possibilidade da França entrar ao grupo das Nações da Comunidade Britânica. A proposta nunca foi aceita e no ano seguinte a França assinou o Tratado de Roma, que estabelecia a Comunidade Econômica Europeia, a precursora da União Europeia. Em novembro de 1956, o Reino Unido e a França invadiram o Egito, num último atentado sem sucesso para capturar o Canal de Suez. Lord Mountbatten foi contra a invasão e o Primeiro Ministro, Eden, renunciou ao cargo..
Com a falta de um mecanismo formal no Partido Conservador para a escolha do próximo Primeiro Ministro, a Rainha decidiou formar uma comissão para formar o governo. Eden recomendou que Isabel consultasse Lord Salisbury (O Senhor Presidente do Conselho). Lord Salisbury e Lord Kilmuir (o Lord Chanceler) consultou o Gabinete do Reino Unido e recomendaram o candidato Harold Macmillan. Seis anos depois, Macmillan renunciou o cargo e aconselhou a Rainha a apontar Alec Douglas-Hom ao cargo, conselho que ela seguiu.
A crise de Suez e a escolha do sucessor de Eden, em 1957, foram as primeiras crises que a Rainha enfrentou. No mesmo ano, ela foi a Assembleia Geral das Nações Unidas em nome da Comunidade das Nações Britânicas, nos Estados Unidos. Na mesma viagem, ela abriu o 23º Parlamento Canadense, tornando-se a primeira monarca do Canadá a abrir uma sessão parlamentar. Em 1961, ela viajou para o Chipre, Índia, Paquistão, Nepal e Irã. No mesmo ano, em uma visita a Gana, ela afirmou que temia por sua segurança, já que o presidente do país havia sido assassinado em um atentado.
Os únicos anos que a Rainha não abriu o Parlamento Britânico foi na gravidez de Andrw, Duque de Iorque em 1959 e na gravidez de Eduardw, conde de Wessex em 1963.
Nas décadas de 1960 e 1970, a Rainha viu a aceleração da descolonização da África e do Caribe. Aproximadamente 20 países ganharam a independência do Império Britânico, como parte do plano de auto-governo.
Em 1977, Isabel marcou os vinte e cinco anos de sua coroação. Muitas festas e eventos aconteceram por todos os países do Reino, reafirmando a popularidade da Rainha, fazendo-se esquecer a coincidência negativa que foi o divórcio da Princesa Margarida, sua irmã.
A 14 de Agosto de 1979 foi agraciada com o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Durante o ano de 1981, a cerimônia Troopiing the Colour, a apenas seis semanas do casamento de Charles, Príncipe de Gales com Diana, Princesa de Gales, seis tiros foram disparados contra a Rainha, enquanto ela cavalgava seu cavalo, Burmese. Depois, foi descoberto que as balas eram falhadas. O atirador, Marcus Sarjeant, um jovem de 17 anos foi preso em seguida, e foi sentenciado a cinco anos de prisão, mas foi solto depois de três. A compostura da Rainha e seu controle do cavalo foram enormemente elogiados. No ano seguinte, a Rainha encontrou-se novamente em uma situação delicada, quando ela acordou em seu quarto, no Palácio de Buckingham e encontrou um intruso, Michael Fagan, em seu quarto. Depois de se acalmar, e fazer duas ligações para a guarda, Isabel conversou com Fagan, enquanto ele sentou-se nos pés de sua cama até ser preso, sete minutos depois. De abril a setembro de 1982, a Rainha sentiu-se ansiosa, mas orgulhosa de seu filho, Andrw Duque de Iorque, que estava servindo com as forças Britânicas, durante a Guerra das Malvinas. Enquanto ela hospedou o Presidente Ronald Reagan no Castelo de Windsor em 1982 e o visitou em seu rancho na Califórnia, em 1983, ela viu sua administração ordenar a invasão de Granada, uma de suas ilhas do Caribe, sem sua permissão.
Em 1991, na sequência da vitória dos Estados Unidos na Guerra do Golfo, ela se tornou a primeira monarca britância a discursar numa sessão do Congresso dos Estados Unidos. No ano seguinte, ela tentou salvar o casamento de seu filho mais velho Charles, falando que ele e sua esposa tinham que resolver suas diferenças.
No dia 24 de novembro de 1992, o dia que marcava o 40º aniversário de sua coroação, a Rainha chamou 1992 como "annus horribilis" . Em março, seu filho, André, Duque de Iorque e sua esposa, Sarah, Duquesa de Iorque, separase. Em abril, sua filha, Anne, Princesa Real, divorciou-se de seu marido, Capitão Mark Philips. Durante uma visita ao estado da Alemanha, demonstrações raivosas em Dresden jogaram-lhe ovos, e em novembro, o Castelo de Windsor sofreu grande avarias, por causa de um incêndio.
A 27 de Abril de 1993 foi agraciada com o Grande-Colar da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Isabel conserva uma boa relação com os políticos de todos os partidos. Os seus primeiros-ministros favoritos foram Winston Churchill, Harold Macmillan e Harold Wilson. Em contrapartida, parece que não gostava de Margaret Thatcher, que desgostava cordialmente, o que não obstou a que lhe tivesse concedido o título de Baronesa Thatcher. Com Tony Blair diz-se que nos primeiros anos a relação entre os dois foi boa, mas nos últimos anos de ministro foi evidente de que a relação se tornou mais difícil. Diz-se que a rainha afirmava que se sentia pouco informada nos assuntos do Estado.
A rainha tem-se pronunciado a favor da continuidade da união entre Inglaterra e Escócia, irritando alguns nacionalistas escoceses. A sua declaração de louvor ao acordo de Belfast com a Irlanda do Norte levantou algumas queixas de alguns grupos unionistas no Partido Democrático da União que se opuseram ao referido acordo.
Tirando algumas dezenas de controvérsias sobre os problemas da família real, particularmente os casamentos fracassados de seus filhos nas décadas de 1980 e 1990, a rainha permanece como uma figura marcante e é geralmente bastante respeitada pelas populações de seus reinos. A sua dignidade e recusa em demonstrar emoção em algumas aparições públicas previne o aumento de sentimentos negativos por parte dos seus súditos.
A rainha permanece como uma chefe de Estado bastante respeitada e amada. Sua família e ela, porém, têm sofrido com a pressão dos jornais britânicos. Em 2002, comemorou-se o Jubileu de Ouro, marcando os cinquenta anos de sua ascensão ao trono  . O ano foi marcado por um grande tour nos reinos da Comunidade Britânica, incluindo numerosos desfiles e concertos oficiais  . Em junho, milhares de pessoas se reuniram nos arredores do Palácio de Buckingham para a "Festa no Palácio" (Party at the Palace), um show onde diversos músicos famosos das ilhas britânicas se apresentaram  . Foi celebrada uma Ação de Graças no dia seguinte na Catedral de São Pous'l, seguida de uma grande festa, que terminou com o sobrevôo de um Concorde e da Esquadrilha Acrobática da Real Força Aérea . A Família Real assistindo a tudo na varanda do Palácio de Buckingham, juntamente com uma multidão de um milhão de pessoas .
O ano do jubileu coincidiu com as mortes da mãe da rainha e de sua irmã. A relação de Isabel com seus filhos, que já era distante, tendeu a esfriar mais ainda. Ela é particularmente bastante próxima à condessa de Wessex, sua nora. Quanto a Camilla Parker Bowles, a Rainha desaprovou o longo romance entre ela e seu filho, mas teve que aceitar devido ao casamento dos dois. Por outro lado, Príncipe Guilherme e Zara Philips são bastante queridos por ela.
Segundo consta, a rainha é apaixonada por cavalos e cães , e não é uma apreciadora da arte, embora a coleção real possua inúmeras peças de arte . A rainha também não gosta de música clássica, embora possua um flautista pessoal que toca para ela todas as manhãs.
Em 2003, a rainha sofreu três intervenções cirúrgicas .No final do ano foi operada duas vezes aos joelhos, e outra destinou-se a remover algumas lesões do rosto .
Aos 82 anos, Isabel deixou claro que não pretende abdicar. Aqueles mais próximos a ela dizem que sua intenção é reinar até o dia de sua morte. A Rainha delega já alguns deveres de representação a seus filhos e também a outros membros da família real. Foi anunciado em 2005 que ela e seu marido reduziriam as viagens internacionais. Mas, fica claro que a Rainha pretende fazer tudo que puder até não estar mais fisicamente apta.
A sua imagem pública tem sido amenizada nos últimos anos, particularmente após a morte da rainha-mãe. Apesar de permanecer reservada em público, tem sido vista rindo e sorrindo mais do que em anos anteriores, e foi com comoção que os súditos a viram chorar durante o culto em memória das vítimas dos ataques de 11 de Setembro de 2001, na Catedral de São Paulo e na Normandia, nas comemorações dos sessenta anos do Dia D, onde, pela primeira vez, se dirigiu às tropas do Canadá
A fortuna estimada da rainha tem sido um objeto de especulação durante muitos anos, especialmente pelos tablóides. A revista americana Forbes revelou em abril de 2011 que a soberana possui uma fortuna estimada em 500 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 275 milhões de libra esterlinas. O Palácio de Buckingham já declarou oficialmente que a fortuna da rainha não passa de 100 milhões de libras, algo pouco provável já que, além das residências privadas da Família Real britânica todas mantidas como patrimônio pessoal da monarca, somente a Royal Collection ultrapassa o valor de 10 bilhões de libras.
O Castelo de Balmoral e a Sandringham House, propriedades pessoais da rainha, foram avaliados em cerca de 310 milhões de libras. O Ducado de Lancaster, avaliado em mais de 9 milhões de libras em 2006, é utilizado pela monarca para arcar com as despesas pessoais.
Além de seu papel como praticante da religião oficial do Reino Unido, a monarca tem responsabilidades como governante da Igreja Anglicana quando está na Inglaterra e participa dos trabalhos da Igreja da Escócia quando estadia em Balmoral. A rainha já expressou várias vezes a sua fé no Cristianismo, principalmente na Mensagem Real de Natal. No Natal do ano de 2000, a rainha disse estar comemorando o 2000º aniversário de Jesus Cristo.
"Para muitos de nós a fé e a convicção são de fundamental importância. Para mim, os ensinamentos de Cristo e minha própria responsabilidade com os serviços de Deus fornecem um quadro no qual eu tento levar a minha vida. Eu, como tantos de vocês, tenho recebido muito conforto nos momentos difíceis pelas palavras e pelo exemplo de Cristo"
Isabel também se revelou uma ímpar defensora do Diálogo inter-religioso durante seus encontros com líderes de diferentes religiões e apoia pessoalmente o Council of Christians and Jews (Conselho de Cristãos e Judeus do Reino Unido).
A rainha Isabel é descendente da casa alemã de Saxe-Coburgo-Gota (Sachsen-Coburg-Gotha), que herdou o trono britânico após a morte da rainha Vitória (da casa de Hanôver), em 1901. Ela também é descendente de monarcas ingleses da distante casa de Wessex do século VII e dos monarcas ingleses de todas as dinastias reinantes na Inglaterra: descende de Guilherme I de Inglaterra, Henrique I de Inglaterra, de Estêvão de Inglaterra e de Matilde de Inglaterra, reis da Dinastia Normanda; de Henrique II de Inglaterra, de João I de Inglaterra de Henrique III de Inglaterra, de Eduardo I de Inglaterra, de Eduardo II de Inglaterra e de Eduardo III de Inglaterra, da Dinastia Plantageneta; de Henrique IV de Inglaterra da Dinastia de Lancaster; de Eduardo IV de Inglaterra, da Dinastia de York; de Henrique VII de Inglaterra, da Dinastia Tudor; de Jaime I de Inglaterra, da Dinastia de Stuart; de Jorge I da Grã-Bretanha, de Jorge II da Grã-Bretanha, de Jorge III do Reino Unido e de Vitória do Reino Unido, da Casa de Hanover; de Eduardo VII do Reino Unido, da Casa de Saxe-Coburgo-Gota; e de Jorge V do Reino Unido e de Jorge VI do Reino Unido, da Casa de Windsor. Descende da casa real escocesa, a casa dos Stuart, que remonta ao século IX. Pela parte de sua bisavó, rainha Alexandra, ela é descendente da casa real dinamarquesa de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg, uma linhagem da casa norte-alemã de Oldenburg, uma das mais velhas da Europa. Como trineta da Rainha Vitória, A Rainha Isabel tem parentesco com chefes de Estados da maioria das casas reais da Europa e com os Imperadores do Brasil. Ela é prima de Alberto II da Bélgica, Harald V da Noruega Juan Carlos I da Espanha e Carlos XVI Gustavo da Suécia, também como os antigos reis Constantino II da Grécia e Miguel da Romênia, além das antigas casas reais da Prússia/Alemanha e Rússia. Tanto por parte de pai quanto de mãe, descende dos reis da Françã da Dinastia Merovíngia, da Dinastia carolíngia, da Dinastia Capetiana e da Dinastia de Valois, descendendo de importantes monarcas franceses como Clóvis I, de Carlos Magno, de Luís I, o Piedoso de Hugo Capeto, de Roberto II de França, de Luís VII de França, de Filipe II de França, de Luís VIII de França, de Luís IX de França, de Filipe III de França e de Filipe IV de França. Descendente dos reis de Portugal da Dinastia de Borgonha, dos reis do Reino de Leão, do Reino de Castela, do Reino de Navarra, do Reino de Aragão, do Reino das Astúrias, descende dos reis da Noruega, dos reis da Dinamarca, dos reis da Suécia, dos Imperadores do Sacro Império Romano-Germânico, dos Imperadores Romanos e dos Imperadores Bizantinos. Isabel II tem sangue inglês, escocês, português, espanhol, francês, prussiano, alemão, polonês, romeno, russo, sérvio, sueco, dinamarquês, iuguslavo, ucraniano, italiano, austríaco e grego.

Ficheiro:Blason Elizabeth Alexandra Mary du Royaume-Uni.svg
Brasão de Armas da Rainha Isabel II da Casa de Windsor.
Ficheiro:Rainha Isabel II do Reino Unido.jpg
rainha elizabeth 2.
 


sábado, 19 de janeiro de 2013

Principe Philip

Philip, Duque de Edimburgo (nascido Phillp da Grécia e Dinamarca, 10 de Junho de 1921) é o marido e consorte da Rainha Elizabeth  II, a monarca constitucional e chefe de Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Canadá, Bahamas, Nova Zelândia, Granada, Papua-Nova Guiné, Tuvalu, Austrália, Jamaica, Barbados, São Vicente e Granadins, Belize, Santa Lúcia, Ilhas Salomão, São Cristóvão e Nevis e Antígua e Barbuda, além de chefe da Comunidade Britânica, governante suprema da igreja da Inglaterra (também denominada igreja anglicana), comandante-em-chefe das Forças Armadas do Reino Unido e Lady de Man.
Originalmente um príncipe da Grécia e Dinamarca, o príncipe Phillp abandonou tais títulos um pouco antes de seu casamento, apesar de manter a bandeira Grega (cruz branca num fundo azul) no seu brasão de armas. Nos tempos de seu noivado, ele era conhecido como tenente Filipe Mountbatten.
Em 1947, casou-se com a então princesa Elizabeth, herdeira de Jorge VI do Reino Unido. O príncipe Filipe era um membro da Casa de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg. Após seu casamento, o rei Jorge VI o titulou Duque de Edimburgo, Conde de Merioneth e Barão Greenwich, com o estilo de Sua Alteza Real. Em 1957, tornou-se um príncipe do Reino Unido. O príncipe Filipe tomou o nome anglicizado de sua mãe, Mountbatten (outrora Battenberg), depois de se tornar um cidadão britânico.
Além de seus deveres reais, o duque de Edimburgo é também patrono de muitas organizações, como o The Duke of Edinburgh's Award e a Worldwide Fund for Nature, tendo sido reitor das universidades de Edimburgo e de Cambridge.
É bisneto de Cristiano IX da Dinamarca, tetraneto da rainha Vitória I do Reino Unido e sobrinho de Louis Mountbatten, além de neto do Príncipe Louis de Battenberg, também é descendente por via masculina de Cristiano I da Dinamarca, Noruega e Suécia.
Príncipe Filipe nasceu na Villa Mon Repos, localizada na ilha grega de Corfu, em 10 de junho de 1921, sendo o único filho varão e quinto e último filho do Príncipe André da Grécia e Dinamarca e da Princesa Alice de Battenberg, sendo, portanto, neto paterno de Jorge I da Grécia e, por conseguinte, bisneto de Cristiano IX da Dinamarca, sobrinho-neto de Frederico VIII da Dinamarca, sobrinho de Constantino I da Grécia e primo-irmão dos reis Jorge II da Grécia e Paulo I da Grécia. Ademais, cumpre saber que além de os reis Frederico VIII da Dinamarca e Jorge I da Grécia serem irmãos, eles também foram cunhados de Alexandre III da Rússia e Eduardo VII da Inglaterra, cuja irmã foi, por sua vez, esposa de Frederico III da Alemanha. Portanto, Constantino I da Grécia, Cristiano X da Dinamarca, Haakon VII da Noruega, Jorge V da Inglaterra, o cáiser Guilherme II da Alemanha e o czar Nicolau II da Rússia eram todos primos-irmãos entre si. O Príncipe foi batizado na St. George Church, poucos dias após seu nascimento. Seus padrinhos foram: a sua avó paterna Olga da Grécia, Alexandre Kokotos, representando a comunidade de Corfu, o prefeito de Corfu, e Maniarizis Stylianos, presidente do Conselho da Cidade de Corfu.
Filipe foi educado na França. No entanto, em 1928, e sob a mão orientadora do seu tio, Louis Mountbatten, Conde Mountbatten, o príncipe foi enviado para o Reino Unido para estudar na Cheam School, tendo vivido com sua avó no Palácio de Kensington e seu outro tio, Jorge Mountbatten, Marquês de Milford Haven, em Lynden Manor. Nos três anos seguintes, todas as suas irmãs casaram com nobres alemães e mudaram-se para a Alemanha, a sua mãe foi colocada num asilo depois de lhe ter sido diagnosticado esquizofrenia e seu pai mudou-se para um pequeno apartamento em Monte Carlos.
Príncipe Filipe ingressou, em 1939, na Marinha Real (Royal Navy) como um cadete.
Ele completou sua formação inicial no Royal Naval College, em Dartmouth, onde foi premiado com o King's Dirk e um prémio como o melhor cadete da sua entrada. Ele foi promovido a Tenente-Comandante em 1950 e, em seguida, nomeado no comando da Fragata HMS Magpie.
Em 1952 ele foi promovido a comandante, mas a sua carreira naval chegou ao fim após a morte de seu sogro, o rei Jorge VI, e a sua esposa, a Princesa Elizabeth, foi coroada Rainha, e ele renunciou sua carreira militar para apoiá-la, tornando-se Sua Alteza Real Sereníssima o Príncipe Filipe, Príncipe consorte. Mas ele se mantém, até hoje, estreitamente ligado a todos os ramos de Serviço Militar, visitando tropas nas suas unidades no exterior e em serviço. Em Outubro de 2006, por exemplo, ele viajou para Basra, no Iraque, para satisfazer as tropas britânicas em serviço na região.
Em 1952, ele foi nomeado Almirante do Mar Cadet Corps (até 1992). Em 1953 ele tornou-se Coronel-em-Chefe do Exército e Comandante-em-Chefe da Formação Air Corps. Também em 1953, ele foi promovido a almirante da frota e nomeado Campo Marechal e Marechal da Real Força Aérea.
Ele também é o Capitão-Geral da Royal Marines e Coronel-Chefe de um número regimentos britânicos ultramarinos. Ele também é padroeiro da Liga de Pilotos do Air e dos Air Navigators do Império Britânico, e é mestre da Casa Trinity desde 1969.
O envolvimento de Filipe Mountbatten com a Princesa Elizabeth foi anunciado em Julho de 1947 e o casamento aconteceu na Abadia de Westminster, em 20 de Novembro do mesmo ano.
A sua introdução formal ocorreu em Julho de 1939 durante uma visita do Rei Jorge VI e sua família para o Royal Naval College, em Dartmouth. Filipe tinha tornado-se noivo da Princesa Elizabeth na casa do capitão do Colégio, após o tempo em que tinha mantido uma correspondência regular e se reuniu em várias ocasiões.
Pouco antes do casamento, para o noivo foram criados os títulos de Duque de Edimburgo, Conde de Merioneth e Barão Greenwich com o estilo de Sua Alteza Real e nomeado Cavaleiro da Ordem da Jarreteira pelo rei Jorge VI.
Após o casamento, o duque de Edimburgo retomou sua carreira naval. Em 1949 ele foi colocado no HMS Chequers, líder de frota, em Malta. A Princesa Elizabeth foi a Malta para participar com ele, quando ela podia, vivendo a vida de uma mulher naval.
O Príncipe Filipe também começou a apoiar a sua esposa no seu Dever Real. Em Outubro e Novembro de 1951, a Princesa Elizabeth e o Duque de Edimburgo fizeram a sua primeira grande turné em conjunto, para o Canadá e os Estados Unidos. Posteriormente o duque foi feito Consultor particular da Princesa herdeira.
A Rainha e o Príncipe tiveram dois filhos antes da sua coroação (o príncipe Charles e a princesa Anne) e após a sua coroação mais dois (o príncipe Andréw e o príncipe Eduardw). Eles têm atualmente oito netos.
A ascensão de Elizabeth ao trono levantou a questão do nome da casa real. O tio do duque, Louis Mountbatten, defendeu o nome de Casa de Mountbatten, como Elizabeth, normalmente, receberia os apelidos de Felipe devido ao casamento; porém, quando a rainha Maray de Teck, a avó paterna de Elizabeth, ouviu a sugestão, ela informou o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, e ele mesmo depois aconselhou à rainha a emissão de um decreto real que declarasse que a casa real permanecia como Casa de Windsor. O duque reclamou: "Eu não sou nada, mas sou uma ameba sangrenta. Eu sou o único homem no país a quem não se permitiu dar seu nome aos seus filhos."
Só em 1960, após a morte da rainha Maray de Teck e da renúncia de Winston Churchill, o Conselho emitiu uma Ordem indicado que o sobrenome dos homens descendentes do Príncipe consorte e da Rainha que não são denominados como Alteza Real, ou com o título de príncipe ou princesa, seria Mountbatten-Windsor, mas na prática, os filhos do Príncipe Filipe utilizam o sobrenome Windsor, como eles preferem para si e para os seus filhos do sexo masculino. Depois de sua ascensão ao trono, a rainha também anunciou que o Príncipe Filipe teria "lugar, primazia e precedência" ao lado dela "em todas as ocasiões e em todas as reuniões, salvo disposição em contrário da lei do Parlamento". Isto fez com que o duque tomasse precedência sobre seu filho, o Príncipe de Gales, a não ser, oficialmente, no Parlamento britânico. Na verdade, porém, ele só frequenta o Parlamento britânico quando escolta a rainha para a sessão anual de abertura do Parlamento, onde ele anda e está sentado ao seu lado.
A 25 de Outubro de 1955 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a 31 de Maio de 1973 recebeu o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, a 14 de Agosto de 1979 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis e a 27 de Abril de 1993 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Títulos e estilos
  • Hellenic Kingdom Flag 1935.svg Flag of Denmark.svg Sua Alteza o Príncipe Filipe da Grécia e da Dinamarca
  • Naval Ensign of the United Kingdom.svg Sir Filipe, Tenente Comandante da Royal Navy
  • Duke of Edinburgh Standard.svg Sua Alteza Real Sereníssima o Príncipe Filipe
  • Flag of Scotland.svg Sua Alteza Real o Duque de Edimburgo
  • Flag of England.svg Barão de Greenwich
  • Flag of Wales 2.svg Conde de Merioneth
Brasão de armas
 
No brasão de armas do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo ao contrário das armas utilizadas por outros membros da Família Real britânica, o brasão do Príncipe Felipe não apresenta o escudo do brasão de armas do Reino Unido, como os homens não têm direito a ter as armas de suas esposas. No entanto ele apresenta elementos que representam a Grécia e a Dinamarca, da qual ele é descendente por via masculina, as armas da família Mountbatten, da qual ele é descendente por via feminina, e da cidade de Edimburgo, onde ele é Duque.
Escudo: primeiro as armas da Dinamarca, que consiste em três leões azuis coroados, acompanhados por nove corações vermelhos, todos num escudo dourado, o segundo, as armas da Grécia, uma cruz branca sobre um escudo azul, em terceiro lugar, as armas da família Mountbatten, duas listras verticais pretas sobre um fundo branco, e quarto, as armas da cidade de Edimburgo, um castelo de preto e vermelho.
Suporte: Do lado direito um selvagem do brasão da Casa de Glücksburg, do lado esquerdo um leão sinistro de ouro (um símbolo tradicional britânico) coroado com uma coroa ducal e vestindo um colarinho com uma coroa naval.
Na parte superior do Brasão uma coroa ducal britânica, a cima dela um tradicional elmo britânico dourado e vermelho, um tradicional paquife britânico, o virol é uma coroa naval a cima do elmo e do paquife, fazendo alusão à carreira na Royal Navy, o timbre são plumas a cima da coroa naval.



Ficheiro:Coat of Arms of Philip, Duke of Edinburgh.svg
Armas do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo.

O duque de Edimburgo .

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Rei George 6°

Alberto Frederico Artur Jorge (em inglês: Albert Frederick Arthur George) (Norfolk, 14 de dezembro de 1895 – 6 de fevereiro de 1952) foi rei do Reino Unido e dos Domínios da Commonwealth com o título de Jorge VI. Também foi o último imperador da Índia e o primeiro chefe da Comunidade Britânica.
Como segundo filho de Jorge V não era esperado que herdasse o trono, o que fez com que passasse parte de sua vida sob a sombra da popularidade de seu irmão mais velho, Eduardw. Serviu à marinha e à força aérea durante a Primeira Guerra Mundial, retomando seus compromissos públicos usuais após o término do conflito. Casou-se com Lady Elizabeth Bowes-Lyon em 1923 e teve duas filhas: Elizabeth 2 e Margareth.
Em 1936, com a morte de seu pai, seu irmão mais velho ascendeu ao trono como Eduardw VIII. No entanto, menos de um ano depois, o novo rei manifestou o interesse de casar-se com a socialite norte-americana Wallis Simpson, com quem já mantinha um relacionamento. Advertido pelo primeiro-ministro Stanley Baldwin de que razões políticas e religiosas impediam tal consórcio, Eduardw VIII decidiu abdicar em favor de Jorge, que se tornou o terceiro monarca da Casa de Windsor.
Durante o reinado de Jorge VI, acelerou-se o processo de desmembramento do Império Britânico e sua transição para a Comunidade de Nações. No dia de sua ascensão, o Oireachtas, parlamento do Estado Livre Irlandês, retirou a menção direta ao monarca de sua Constituição, declarando formalmente a república e deixando a Comunidade de Nações em 1949. Em 1939, o Império e a Comunidade de Nações, com exceção do Estado Livre Irlandês, declararam guerra à Alemanha Nazista. Nos dois anos seguintes, declarou-se guerra também à Itália e ao Japão. Embora o Reino Unido e seus aliados tenham saído vitoriosos do conflito, os Estados Unidos e a União Soviética elevaram-se como proeminentes potências mundiais, enquanto o Império Britânico declinava. Em junho de 1948, pouco menos de um ano após a independência da Índia e do Paquistão, Jorge abandonou o título de Imperador da Índia, mas manteve o status de rei de ambos os países (a Índia se tornaria uma república em 1950, como país-membro da Comunidade de Nações). Nessa época, o rei adotou o novo título de Chefe da Comunidade Britânica. Atormentado por problemas de saúde nos últimos anos de seu reinado, Jorge VI morreu em 1952, sendo sucedido por sua filha mais velha, Elizabeth 2.
Jorge VI nasceu no York Cottage, em Sandringham House, durante o reinado de sua bisavó, a rainha Vitória. Seu pai era o príncipe Jorge, duque de York (futuro Jorge V), segundo filho e herdeiro dos príncipes de Gales (futuros rei Eduardw VII e rainha Alexandra). Sua mãe era a duquesa de York (futura rainha Mary), filha mais velha do duque e da duquesa de Teck.
Seu nascimento, em 14 de dezembro de 1895, ocorrera em pleno aniversário da morte de seu bisavô, o príncipe consorte Alberto. O príncipe de Gales escreveu ao filho informando que a rainha Vitória havia recebido "bastante angustiada" a notícia do nascimento. Dois dias depois, ele escreveu novamente: "Penso realmente que agradaria a ela se você se lhe propusesse o nome de Alberto". A rainha acalmou-se com a proposta de dar ao novo príncipe o nome de Alberto e escreveu à duquesa de York: "Estou impaciente para vê-lo; nascido num dia tão triste, mas um pouco mais caro para mim, especialmente porque ele vai ser chamado por esse nome querido, que é sinônimo de tudo o que é grande e bom." Consequentemente, ele foi batizado três meses depois como "Alberto Frederico Arthur Jorge", na Igreja de Santa Maria Madalena, próximo de Sandringham. Como bisneto da rainha Vitória, foi chamado formalmente de "Sua Alteza o Príncipe Alberto de York" desde seu nascimento. Em família, entretanto, era chamado informalmente de "Bertie". Sua avó materna, a duquesa de Teck, não gostou do primeiro nome dado ao bebê e escreveu profeticamente que esperava que o último nome "pudesse ​​suplantar aquele menos favorável".[ Alberto, como era conhecido, foi o quarto na linha de sucessão ao trono desde seu nascimento, atrás de seu avô, seu pai e seu irmão mais velho, Eduardo. Em 1898, a rainha Vitória emitiu cartas-patentes concedendo aos filhos do filho mais velho do príncipe de Gales o tratamento de "Alteza Real" e, aos dois anos de idade, Alberto tornou-se "Sua Alteza Real o Príncipe Alberto de York".
Alberto sofria de problemas de saúde e foi descrito como "facilmente assustável e algo propenso às lágrimas".[ Seus pais, o duque e a duquesa de York, geralmente não participavam da educação ou do aprendizado diários dos filhos, como era comum entre as famílias aristocráticas da época. Ele teve gagueira por muitos anos e foi forçado a escrever com a mão direita, embora fosse naturalmente canhoto. Alberto também sofria de problemas estomacais crônicos e de joelho valgo - que o obrigaram a usar dolorosas talas corretivas.[
Quando seu avô tornou-se o rei Eduardo VII, em 1901, Albert passou a ser o terceiro na linha sucessória.
Em 1909 Albert ingressou como cadete no Royal Naval College de Osborne. Em 1911, apesar de suas notas nos exames finais ficarem abaixo da média de sua turma, ele foi promovido para o Britannia Royal Naval College, em Dartmouth. Com a morte de Eduardo VII em 1910, o pai de Alberto assumiu o trono, como Jorge V, e seu irmão mais velho tornou-se príncipe de Gales, fazendo com que Albert se tornasse o segundo na linha de sucessão ao trono.
Alberto passou os seis primeiros meses de 1913 em treinamento no navio HMS Cumberland, nas Índias Ocidentais e na costa leste do Canadá. Em 15 de setembro desse ano foi promovido a guarda-marinha e passou três meses no Mediterrâneo a bordo do HMS Collingwood, onde seus colegas deram-lhe o apelido de "Mr. Johnson". Um ano após essa missão, Alberto tomou parte da Primeira Guerra Mundial, sendo mencionado nos despachos por sua ação como oficial de torre a bordo do Collingwood durante a Batalha da Jutlândia (31 de maio a 1 junho de 1916), um embate de resultados incertos com a marinha alemã que constituiu a maior ação naval da guerra. Entretanto, devido a uma úlcera péptica – que o levaria a ser operado em novembro de 1917 –, ele não viu o avançar do combate. Em fevereiro de 1918, foi nomeado oficial encarregado pelos meninos no centro de treinamento do Royal Naval Air Service, em Cranwell. Dois meses depois, com a criação da Real Força Aérea e a consequente transferência da Royal Naval Air Force para seu controle, Alberto transferiu-se da marinha para a aeronáutica, sendo nomeado oficial comandante do Number 4 Squadron of the Boys' Wing, onde permaneceu até agosto de 1918. Ele foi o primeiro membro da família real a ser certificado como piloto totalmente qualificado. Nas últimas semanas da guerra, serviu na equipe da RAF junto à Independent Air Force, em sua sede em Nancy, França. Com a dissolução da Independent Air Force, em novembro de 1918, Alberto permaneceu no continente por dois meses, como oficial do estado-maior da Real Força Aérea, antes de retornar à Grã-Bretanha.
Em Outubro de 1919, Alberto foi para o Trinity College em Cambridge para estudar História, Economia e Educação Cívica por um ano. Em 4 de junho de 1920, foi nomeado duque de York, conde de Inverness e barão de Killarney.Ele começou a assumir mais tarefas reais, representando seu pai em visitas a minas de carvão, fábricas e ferrovias. Tais visitas lhe renderam o apelido de "Príncipe Industrial". Sua gagueira e o constrangimento que ela lhe causava, aliada à sua tendência à timidez, fez com que ele parecesse muito menos impressionante que seu irmão mais velho. No entanto, ele era fisicamente ativo e gostava de jogar tênis. Alberto interessava-se pelas condições de trabalho da população e chegou a presidir a Industrial Welfare Society. A série de acampamentos de verão para meninos promovidos pelo príncipe entre 1921 e 1939, reuniu crianças de diferentes classes sociais.
Numa época em que era hábito membros da realeza desposarem seus pares, era incomum que Alberto tivesse tanta liberdade para escolher sua futura esposa. Em 1920, o príncipe reencontrou a jovem lady Elizabeth Bowes-Lyon (a quem não via desde a infãncia), filha mais nova do conde e da condessa de Strathmore e Kinghorne. Alberto estava determinado a desposá-la, mas a pretendente recusou por duas vezes suas propostas (em 1921 e 1922) - alegadamente por sua relutância em submeter-se aos sacrifícios necessários para fazer parte da família real.[ Nas palavras da mãe de lady Elizabeth, a escolha do príncipe por sua filha faria dele alguém vitorioso ou arruinado. Após um longo namoro, Elizabeth aceitou seu pedido de casamento.
Eles se casaram em 26 de abril de 1923 na Abadia de Westminster. A recém-criada British Broadcasting Corporation desejava gravar e transmitir o evento pelo rádio, mas o capítulo da abadia vetou a idéia (embora o deão Herbert Edward Ryle fosse a favor).Após o casamento, lady Elizabeth foi nomeada "Sua Alteza Real a Duquesa de York". A união de Alberto com uma plebéia britânica foi considerada um gesto de modernidade.
Entre dezembro de 1924 a abril de 1925, o duque e a duquesa visitaram o Quênia, Uganda e Sudão, viajando através do Canal de Suez e Áden. Durante a viagem, eles participaram do big game hunting.
Devido à sua gagueira, Alberto temia falar em público. Depois de seu discurso de encerramento na British Empire Exhibition em Wembley, em 31 de outubro de 1925 - um suplício para ele e seus ouvintes -,ele começou a tratar-se com Lionel Logue, um terapeuta da fala australiano. O duque e Logue faziam exercícios de respiração, que a duquesa praticava pacientemente com o marido. O treinamento permitiu que, posteriormente, ele fosse capaz de falar com menos hesitação. Mais desenvolto, o duque fez o discurso de abertura do parlamento de Canberra, durante uma excursão pelo Império em 1927.[Sua viagem por mar para a Austrália, Nova Zelândia e Fiji levou-o à Jamaica, onde Alberto jogou uma partida de tênis em dupla com um homem negro - o que era incomum para a época e foi tomado localmente como uma demonstração de igualdade racial.
O duque e a duquesa de York tiveram duas filhas: Elizabeth 2 (chamada familiarmente de "Lilibet") e Margareth. A família vivia uma vida relativamente tranquila em sua residência londrina - no número 145 da avenida Piccadilly - e era descrita como unida e amorosa. Uma das poucas agitações que sofreram até então surgiu quando o primeiro-ministro canadense, Richard Bedford Bennett, sugeriu o nome do duque para governador-geral do Canadá em 1931, uma proposta que o rei Jorge V rejeitou a conselho de seus ministros.
Jorge V tinha sérias reservas em relação ao príncipe Eduardw e chegou a declarar: "Peço a Deus que meu filho mais velho nunca se case e que nada fique entre Bertie e Lilibet e o trono". Com sua morte, em 20 de janeiro de 1936, o então príncipe de Gales ascendeu ao trono, como Eduardo VIII. No Westminster Hall, durante a Vigília dos Príncipes, Albert e seus três irmãos revezaram-se nas extremidades do catafalco onde o caixão fechado do pai foi depositado.
Como Eduardo era solteiro e não tinha filhos, Alberto tornou-se o herdeiro presuntivo do trono. Menos de um ano depois, em 11 de dezembro de 1936, ele abdicou para se casar com sua amante, Wallis Simpson, uma americana que já havia se divorciado duas vezes. Eduardo havia sido advertido pelo primeiro-ministro britânico Stanley Baldwin que não poderia permanecer como rei casando-se com uma mulher divorciada com dois ex-maridos vivos. Ele, então, preferiu abdicar a abandonar seus planos de casamento. Assim Alberto tornou-se rei, uma posição que ele estava relutante em aceitar Um dia antes da abdicação, ele foi a Londres para ver sua mãe, a rainha Maria, e escreveu em seu diário: "Quando contei a ela o que havia acontecido, eu me curvei e chorei como uma criança".
No dia da abdicação, o parlamento do Estado Livre Irlandês removeu qualquer menção direta ao monarca da constituição irlandesa. No dia seguinte, aprovou a Lei de Relações Externas, que previa que o monarca poderia agir como representante do Estado em assuntos externos. Esses dois atos tornaram o Estado Livre da Irlanda uma república, em essência, sem retirar as suas ligações com a Commonwealth.
O cortesão e jornalista Dermot Morrah alega que houve breve especulação quanto à conveniência de preterir Alberto (e suas filhas) e seu irmão, o príncipe Henrique, duque de Gloucester, em favor do irmão mais novo, o príncipe Jorge, duque de Kent. Isso parece ter sido sugerido em virtude do príncipe Jorge ser, à época, o único irmão com um filho varão.
Alberto assumiu o título de "Jorge VI", para enfatizar a continuidade do legado de seu pai e restaurar a confiança na monarquia.[O início de seu reinado foi tomado por questões relativas ao seu antecessor e irmão, cujos títulos, tratamento e posição eram incertos. Na transmissão radiofônica da abdicação ele foi mencionado como "Sua Alteza Real o Príncipe Eduardo", mas Jorge VI entendia que, ao abdicar e renunciar à sucessão, Eduardo havia perdido o direito de portar títulos reais, incluindo o tratamento de "Alteza Real". Para solucionar o problema, seu primeiro ato como rei foi conferir a seu irmão o título e tratamento de "Sua Alteza Real o duque de Windsor", mas a carta-patente da criação do ducado impedia qualquer esposa ou filhos de carregar títulos e tratamentos reais. Jorge VI também foi forçado a comprar do irmão o castelo de Balmoral e Sandringham House, uma vez que eram propriedades privadas do ex-rei não passaram automaticamente para seu sucessor. Três dias após sua ascensão, em seu aniversário de 41 anos, ele investiu sua esposa, a nova rainha consorte, com a Ordem da Jarreteira.
A coroação de Jorge VI aconteceu em 12 de Maio de 1937, data inicialmente prevista para a coroação de Eduardo. Rompendo com a tradição, a rainha-mãe participou da cerimônia, numa demonstração de apoio ao filho.Na Índia não houve o Delhi Durbar, como ocorrera na coroação de seu pai, pois o custo seria um fardo para o governo local. O crescente nacionalismo indiano faria, na melhor das hipóteses, com que as boas-vindas ao casal real fosse silenciada. Além disso, uma ausência prolongada do rei teria sido indesejável no tenso período pré-Segunda Guerra Mundial. Foram realizadas duas viagens ao exterior, para a França e para a América do Norte, onde Jorge VI conseguiu a promessa de grandes vantagens estratégicas em caso de guerra.
A crescente possibilidade de guerra na Europa dominou o início do reinado de Jorge VI. O rei estava constitucionalmente obrigado a apoiar a política de apaziguamento do primeiro-ministro Neville Chamberlain para com Hitler. uando o rei e a rainha cumprimentaram Chamberlain em seu retorno após a negociação do Acordo de Munique (1938), eles o convidaram a aparecer na sacada do Palácio de Buckingham. Esta associação pública da monarquia com um político era algo excepcional, visto que as aparições na sacada eram tradicionalmente restritas à família real.Embora fosse amplamente popular entre o público geral, a política de Chamberlain para com Hitler foi objeto de alguma oposição na Câmara dos Comuns, o que levou o historiador John Grigg a descrever o comportamento do rei em associar-se de forma tão destacada a um político como "o ato mais inconstitucional tomado por um soberano britânico neste século".
Em maio e junho de 1939, o rei e a rainha visitaram o Canadá e os Estados Unidos. Desde Ottawa, o casal real foi acompanhado pelo primeiro-ministro canadense William Lyon Mackenzie King, a se apresentar na América do Norte como o rei e a rainha do Canadá. Jorge foi o primeiro monarca reinante do Canadá a visitar a América do Norte, embora ele já tivesse visitado o país anteriormente, como príncipe Alberto e como duque de York. Tanto o governador-geral do Canadá, lord Tweedsmuir quanto Mackenzie King esperavam que a presença do rei no Canadá ilustrasse os princípios do Estatuto de Westminster de 1931, que deu plena autonomia de governo aos domínios britânicos e reconheceu cada um deles como tendo uma coroa separada. Assim, em sua residência canadense, a Rideau Hall, Jorge VI aceitou e aprovou pessoalmente as credenciais do recém-nomeado embaixador dos Estados Unidos para o Canadá, Daniel Calhoun Roper. O historiador real oficial da viagem, Gustave Lanctot, declarou: "Quando Suas Majestades adentraram sua residência canadense, o Estatuto de Westminster assumiu plena realidade: o Rei do Canadá havia voltado para casa."
Toda a viagem foi fruto de uma medida destinada a amenizar as fortes tendências isolacionistas da opinião pública norte-americana em relação às tensões em desenvolvimento na Europa. Embora o objetivo da visita fosse sobretudo político – para reforçar o apoio do Atlântico ao Reino Unido em qualquer guerra futura –, o rei e a rainha foram recebidos com entusiasmo pelo público. O temor de que Jorge fosse comparado desfavoravelmente com seu antecessor, Eduardo VIII, foi dissipado. Eles visitaram a Feira Mundial de Nova York e estiveram com o presidente Roosevelt na Casa Branca e em sua propriedade privada em Hyde Park, Nova York.Um forte laço de amizade foi forjado entre o casal real e o presidente durante a turnê, que teve grande importância nas relações entre os Estados Unidos e o Reino Unido durante os anos de guerra que se seguiram.
Em setembro de 1939, a Grã-Bretanha e os Domínios autônomos, com exceção doEstado Livre da Irlanda, declararam guerra à Alemanha nazista. Jorge VI e sua esposa resolveram ficar em Londres, apesar dos bombardeios alemães. Eles permaneceram oficialmente Palácio de Buckingham durante toda a guerra, embora geralmente passassem as noites no Castelo de Windsor. O primeiro ataque alemão a Londres, em 7 de setembro de 1940, matou cerca de mil civis, a maioria na área do East End. Em 13 de setembro o rei e a rainha escaparam da morte, quando duas bombas alemãs explodiram num pátio no Palácio de Buckingham enquanto eles estavam lá. Desafiando o inimigo, a rainha fez uma declaração que ficou famosa: "Estou feliz por termos sido bombardeados. Faz-me sentir que podemos olhar o East End na cara".A família real foi vista como aquela que partilhava dos mesmos perigos e privações que o resto do país. Eles foram submetidos a racionamentos e restrições e mesmo a primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, quando esteve hospedada no palácio, comentou sobre a comida racionada, a água limitada para o banho e a falta de aquecimento nos aposentos. Em agosto de 1942, o irmão do rei, o príncipe Jorge, foi morto em uma missão da RAF.
Em 1940, Winston Churchill substituiu Neville Chamberlain como primeiro-ministro, embora a preferência de Jorge fosse por teria preferido nomear lord Halifax. Após o desânimo inicial do rei com a nomeação de lord Beaverbrook para o gabinete de Churchill, pode-se dizer que entre ele e o primeiro-ministro desenvolveu-se "a mais próxima relação pessoal entre um monarca e um primeiro-ministro na história moderna britânica". A partir de 1940 e durante quatro anos e meio, todas as terças-feiras os dois se reuniam para almoçar e discutir a guerra em segredo e com franqueza.
Durante a guerra, o casal real viajou por toda a Grã-Bretanha, visitando locais bombardeados e fábricas de munição. O rei chegou mesmo a visitar diversas bases militares no exterioror, como a França (em dezembro de 1939), Malta e o norte da África (em junho de 1943), a Normandia (em junho de 1944), o sul da Itália (em julho de 1944) e os Países Baixos (em outubro de 1944). Seu elevado perfil público e a determinação aparentemente incansável garantiu lhe garantiram a posição de símbolo da resistência nacional. Em 1945, durante as celebrações do Dia da Vitória na Europa a multidão postada diante do Palácio de Buckingham gritava "queremos o Rei!" Assim como fizera com Chamberlain, o rei convidou Churchill a aparecer com ele na sacada para a aclamação popular. Em janeiro de 1946, Jorge compareceu à primeira assembleia da Organização das Nações uidas realizada em Londres, e reafirmou "a nossa fé na igualdade de direitos entre homense mulheres e entre as nações grandes e pequenas.
O reinado de Jorge VI acelerou a dissolução do Império Britânico. O Estatuto de Westminster de 1931, já havia reconhecido a evolução dos Domínios em diferentes Estados autônomos. O processo de transformação de um império em uma associação voluntária de Estados independentes, conhecida como Commonwealth, ganhou ritmo após a Segunda Guerra Mundial, especialmente durante o ministério de Clement Attlee.A Índia britânica foi dividida em dois domínios independentes (Índia e Paquistão) em 1947. Jorge abandonou o título de Imperador da Índia, substituindo-o pelos de "Rei da Índia" e "Rei do Paquistão". Em 1950, quando a Índia tornou-se uma república dentro da comunidade de nações, o título de rei foi abolido, mas o país reconheceu seu novo título de Chefe da Commonwealth - o título de rei do Paquistão seria mantido até sua morte. Outros países deixaram a Commonwealth, como a Birmânia, em janeiro de 1948, a Palestina (dividida entre Israel e os Estados Árabes), em maio de 1948, e a República da Irlanda, em 1949.
Em 1947, o rei e sua família visitaram a África Austral. O primeiro-ministro da União Sul-Africana, Jan Smuts, estava disputando uma eleição e esperava tirar vantagens políticas da visita real. Jorge ficou chocado com a instrução do governo sul-africano para apertar somente mãos de brancos, e referiu-se a seus guarda-costas sul-africanos como "Gestapo".Apesar da visita real, Smuts perdeu as eleições no ano seguinte e o novo governo instituiu uma rígida política de segregação racial.
O estresse da guerra acabou por afetar a saúde do rei, exacerbado pelo pesado tabagismo e o subsequente desenvolvimento de um câncer de pulmão, entre outras doenças, incluindo a arteriosclerose. Com a piora de seu estado de saúde a princesa Isabel, sua herdeira presuntiva, passou a assumir mais deveres reais. Uma viagem planejada à Austrália e Nova Zelândia foi adiada após o rei sofrer um bloqueio arterial na perna direita - que o obrigou a passar por uma cirurgia em março de 1949 -,sendo reorganizada com a princesa Isabel e seu marido, o duque de Edimburgo, viajando no lugar do rei e da rainha. Jorge estava bem o suficiente para abrir o Festival of Britain em maio de 1951, mas a 23 de setembro ele teve que ser a uma pneumonectomia, devido a um tumor maligno em seu pulmão esquerdo.Em novembro, na cerimônia de abertura do Parlamento, a fala do trono foi lida pelo lord chancellor Gavin Simonds. Sua mensagem de Natal 1951 foi gravada em seções, posteriormente editadas.
Em 31 de janeiro de 1952, apesar do conselho de pessoas próximas, o rei foi ao aeroporto de Londres para despedir-se da princesa Isabel, que partia em viagem à Austrália via Quênia. Na manhã de 6 de fevereiro, Jorge VI foi encontrado morto em sua cama na Sandringham House, em Norfolk. Ele morreu de uma trombose coronariana durante o sono, aos 56 anos de idade. Do Quênia, sua filha voltou imediatamente à Grã-Bretanha, como a rainha Elizabeth 2
Em 9 de fevereiro seu caixão foi depositado na Igreja de Santa Maria Madalena, em Sandringham, sendo transportado dois dias depois para o Westminster Hall. Seus funerais tiveram lugar na Capela de São Jorge no Castelo de Windsor, no dia 15 Seu corpo foi inicialmente sepultado sob a Abóbada Real até ser transferida para a "Capela Memorial Rei Jorge VI", no interior da Capela de São Jorge, em 26 de março de 1969. Em 2002, os restos mortais de sua viúva, a rainha Elizabeth, e as cinzas de sua filha mais nova, a princesa Margarida, mortas naquele ano, foram sepultados ao seu lado.
Nas palavras do político trabalhista George Hardie, a crise de abdicação de 1936 fez "mais para o republicanismo do que cinqüenta anos de propaganda" Jorge VI escreveu a seu irmão Eduardo que, na sequência da abdicação, ele relutantemente assumido "um trono de balanço", e tentou "torná-lo estável novamente".Ele tornou-se rei num ponto em que a fé pública na monarquia estava em baixa. Durante o seu reinado, seu povo sofreu as agruras da guerra e poder imperial foi corroído. No entanto, como um zeloso pai de família e demonstrando coragem pessoal, ele conseguiu restaurar a popularidade da monarquia.
A Cruz de Jorge e a Medalha de Jorge foram criadas por sugestão do rei durante a Segunda Guerra Mundial, para reconhecer atos de excepcional bravura civil. Ele concedeu a Cruz de Jorge à toda a "ilha fortaleza de Malta", em 1943. Em 1960 o governo francês concedeu-lhe postumamente a Ordre de la Libération, sendo a única pessoa (com exceção de Churchill) a receber a comenda após 1946.
Existem diversas denominações geográficas, estradas e instituições com o nome de Jorge VI, como o King George Hospital, em Londres, a King George VI Highway e a King George Station, em Surrey (Colúmbia Britânica), o Canal Jorge VI, na Antártida e o King George VI Chase, uma corrida de cavalos no Reino Unido.
No cinema, Jorge VI foi retratado por, entre outros, Colin Firth, que ganhou um Oscar de melhor ator pelo papel no filme O Discurso do Rei, de 2010 (também vencedor do Oscar de melhor filme).
Títulos, tratamentos, honrarias e armas

  • 14 de dezembro de 1895 – 28 de maio de 1898: Sua Alteza o Príncipe Alberto de York
  • 28 de maio de 1898 – 22 de janeiro de 1901: Sua Alteza Real o Príncipe Alberto de York
  • 22 de janeiro de 1901 – 9 de novembro de 1901: Sua Alteza Real o Príncipe Alberto de Cornuália e York
  • 9 de novembro de 1901 – 6 de maio de 1910: Sua Alteza Real o Príncipe Alberto de Gales
  • 6 de maio de 1910 – 4 de junho de 1920: Sua Alteza Real o Príncipe Alberto
  • 4 de junho de 1920 – 11 de dezembro de 1936: Sua Alteza Real o Duque de York
  • 11 de dezembro de 1936 – 6 de fevereiro de 1952: Sua Majestade o Rei
  • 11 de dezembro de 1936 – 14 de agosto de 1947: Sua Majestade Imperial o Rei-Imperador (referente à Índia Britânica).
  • Armas
    Como duque de York, Jorge portava as armas reais do Reino Unido, diferenciadas por um lambel de argent e três pés, sendo o ponto central com uma âncora azure - deferenciação anteriormente concedida a seu pai, Jorge V, quando ele foi duque de York, e posteriormente concedido ao seu neto, André. Como rei, ele portava as armas reais sem diferenciação.
    Ficheiro:Coat of Arms of Albert, Duke of York.svg
    Brasão de armas como Duque de York.
    Ficheiro:Coat of Arms of the United Kingdom (1837-1952).svg
    Brasão de armas como Rei do Reino Unido (exceto Escócia).
    Ficheiro:Coat of Arms of the United Kingdom in Scotland (1837-1952).svg
    Brasão de armas na Escócia.
    Ficheiro:Coat of Arms of Canada (1923).jpg
    Brasão de armas no Canadá.
    Monograma real (1949)
    Pintura de sir Gerald Kell retratando Jorge VI com o Cetro de Santo Eduardo (ornado pelo diamante Cullinan I, de 530 quilates) e a Coroa Imperial do Estado (à direita).
    coroação.
    www.google.com
     
     

    domingo, 13 de janeiro de 2013

    Princesa Margaret

    Princesa Margaret, Condessa de Snowdon (nascida Margaret Rose; 21 de agosto de 1930 – 9 de fevereiro de 2002) foi a irmã mais nova da Rainha Elizabeth II e a filha mais nova do Rei George VI.
    Margaret passou grande parte de sua infância na companhia de sua irmã mais velha e dos pais. Sua vida mudou dramaticamente em 1936, quando seu tio paterno, o Rei Edward VIII, abdicou ao trono para casar com a divorciada norte-americana Wallis Simpson. O pai de Margaret tornou-se Rei no lugar de Edward, e sua irmã mais velha tornou-se herdeira presuntiva, o que fez de Margaret, a segunda na linha de sucessão. Durante a Segunda Guerra Mundial, as duas irmãs ficaram no Castelo de Windsor, apesar da pressão do governo para evacuá-las ao Canadá. Nos anos de guerra, não era esperado que Margaret realizasse nenhum dever público ou oficial, e, em vez disso, continuou seus estudos. Após a guerra, apaixonou-se por um homem divorciado, Peter Townsend, o palafreneiro de seu pai. Na mesma época, seu pai morreu, e sua irmã tornou-se Rainha. Muitos do governo acharam que Townsend seria um marido inadequado para a irmã da Rainha, e a Igreja Anglicana recusou-se a aprovar o casamento. Sob pressão, Margaret escolheu abandonar seus planos, e aceitou o pedido de casamento do fotógrafo Antony Armstrong-Jones, nomeado Conde de Snowdon por Rainha Elizabeth II. O casamento, apesar de um começo auspicioso, logo tornou-se infeliz; o casal se divorciou em 1978.
    Margaret era frequentemente vista como um membro controverso da Família Real. Seu divórcio lhe rendeu uma publicidade negativa, e ela tinha casos românticos com vários homens. Sua saúde gradualmente piorou nas últimas duas décadas de sua vida; fumante durante toda a sua vida adulta, passou por uma cirurgia de pulmão em 1985, uma crise de pneumonia em 1993, e pelo menos três AVCs entre 1998 e 2001. Margaret morreu em Londres, em 9 de fevereiro de 2002. Após um funeral privado, seu corpo foi cremado. Dois meses depois, após a morte de sua mãe, as cinzas de Margaret foram enterradas ao lado dos corpos de seus pais na George VI Memorial Chapel, na Capela de São Jorge do Castelo de Windsor.
    Margaret de York nasceu em 21 de agosto de 1930, no Castelo de Glamis, em Angus, na Escócia. Seu pai era Príncipe Albert, Duque de York, o segundo filho de Jorge V do Reino Unido e da Rainha Maray. E como ela era neta de um monarca através de uma linhagem masculina, ela foi tratada como Sua Alteza real a Princesa Margaret de York. Sua mãe era a Duquesa de York (outrora Lady Elizabeth Bowes-Lyon), uma filha do 14° Conde de Strathmore e Kinghorne.
    Margaret foi batizada na capela particular do Palácio de Buckingham em 30 de outubro de 1930 por Cosmo Lang, o arcebispo de Canterbury. Seus padrinhos foram o prícipe de Gales (seu tio), a princesa Ingrid da Suécia (prima de seu pai), a princesa Vitória (sua tia-avó), Lady Rose Leveson-Gower (sua tia) e o hon.  David Bowes-Lyon (seu tio).
    A princesa Margareth foi educada juntamente com a irmã, a princesa Elizabeth, pela governanta Marion Crawford. Em 1936, seu tio Eduardo VIII do Reino Unido (antes o príncipe de Gales) abdicou ao trono, e seu pai foi obrigado a herdar a coroa, sendo intitulando Jorge VI. A princesa então foi intitulada como Sua Alteza Real a Princesa Margaret. Ela compareceu à coroação de seus pais em 1937.
    Durante a Segunda Guerra Mundial, a princesa Margaret e sua irmã ficaram no Castelo de Windsor, a uma hora de Londres. Em 1952, seu pai morreu e sua irmã tornou-se a Rainha Elizabeth II.
    Dois anos depois da coroação de sua irmã, a princesa Margaret causou um escândalo público por querer casar-se com Peter Townsend, um piloto da Royal Air Force. Peter Townsend era dezesseis anos mais velho do que a princesa e divorciado, mas foi sua ex-mulher quem cometeu adultério.
    A princesa poderia ter desposado Peter sem a permissão de sua irmã ou do parlamento, pois tinha 25 anos; porém, ela foi informada que perderia seu título, seus privilégios e até seu lugar na linha de sucessão, inclusive seus descendentes. Na verdade, Margarida não poderia ser despojada de nada.
    Sob grande pressão da família, de políticos e do Arcebispo de Canterbury, a princesa anunciou publicamente que não se casaria com Townsend.
     princesa Margarida começou seus deveres reais desde pequena. Em 1935, aos cinco anos, ela assistiu ao jubileu de prata (celebração dos 25 anos de reinado) de seus avós, o Rei Jorge V e a Rainha Maria. Ela assistiu à coroação de seus pais em 1937. Seu primeiro tour real foi em 1947, quando ela viajou com seus pais e sua irmã para a África do Sul. Também visitou as Ilhas Caraíbas em 1955. A princesa representou a família real na cerimônias de independência das colônias britânicas da Commonwealth. Os maiores interesses de Margarida foram caridade, música e balé. Ela foi presidente da Sociedade Nacional e da Real Sociedade Escocesa para a Prevenção de Crueldade a Crianças. Foi comandante-chefe dos cadetes paramedicos e enfermeiros da Brigada de St. John Ambulance, dentre outros cargos respeitáveis.
    Depois de outros romances, entre eles com o futuro primeiro-ministro canadense John Turner, em 6 de Maio de 1960, Margarida casou-se com o fotógrafo Antony Charles Robert Armstrong-Jones, filho de Ronald Armstrong-Jones e de sua primeira esposa, Anne Messel, que se tornou condessa de Rosse, na Abadia de Westminster.
    A cerimônia foi considerada o primeiro casamento real "moderno", por ter sido transmitido via televisão em todo o Reino Unido. Ofereceu-se a Antony Armstrong-Jones o título de conde de Snowdon, o qual aceitou. Margarida então foi intitulada formalmente como Sua Ateza Real a Princesa Margaret, Condessa de Snowdon.
    Como se alega, a princesa aceitou sua proposta de casamento no dia em que recebeu uma carta de Townsend na qual ele dizia que pretendia casar-se com uma jovem belga.
    Os condes de Snowdon tiveram dois filhos:
    • Lord David Albert Charles Armstrong-Jones, intitulado como Visconde Linley.
    • Lady Sarah Frances Elizabeth Armstrong-Jones (agora Lady Sarah Chatto).
    A vida pessoal da princesa Margarida foi por muitos anos matéria de especulação pela mídia e por observadores da família real. Ela possuía uma casa na ilha caraíba de Mustique, um resorte privativo hedonista que foi seu lugar preferido para passar suas férias e onde muitas casas tinham sido projetadas pelo tio de seu marido, Oliver Messel. Revelações sobre festas picantes e tomada de drogas foram matéria para um documentário exibido após a morte de Margaret.
    Alegadamente, seu primeiro caso extraconjugal foi com o padrinho de sua filha, ocorrido em 1966, o produtor de vinhos Bordeaux Anthony Barton. Um ano depois, ela teve um caso de um mês com Robin Douglas-Home, um sobrinho do ex-primeiro-ministro Sir Alec Douglas-Home. O suicídio de Robin, 18 meses depois de acabado o romance, causou um grande escândalo no país. Há rumores de que Margaret estivera envolvida com Mick Jagger e com o ator Peter Sellers. É dito também que a princesa teve um caso de dois anos com Sharman Douglas, filha do embaixador americano no Palácio de St. James.
    Nos anos 1970, revelações sobre seu caso com Roddy Llewellyn, um planejador de jardinagem muito jovem, levaram-na ao seu divórcio, no dia 11 de maio de 1978. Porém, antes que o caso viesse ao público, o casamento já estava acabado.
    Como seu amigo, Gore Vidal uma vez escreveu: "Ela era muito inteligente para sua posição social em vida". Vidal, em suas memórias, ressaltou uma conversa com a princesa Margarida, na qual ela discutia sobre sua notoriedade pública. Margarida teria dito: "Era inevitável: quando há duas irmãs e uma é a Rainha, que deve ser a fonte de honra e de tudo que é bom, a outra deve estar no foco da mais criativa malícia, a irmã diabólica".

    Margarida sempre fora uma contumaz fumante. Em 1998, ela teve um pequeno ataque cardíaco na sua residência na ilha de Mustique. No mesmo ano, ela escaldou severamente seu pé dentro de seu banheiro, o que afetou sua mobilidade a ponto de ter que ficar restrita às vezes numa cadeira de rodas e usar suportes para poder caminhar. Em 2000 e 2001, outros ataques foram diagnosticados. A última aparição pública de Margarida foi no aniversário de cem anos de sua tia, a Princesa Alice, Duquesa de Gloucester, em 25 de dezembro de 2001, Princesa Margarida morou no Palácio de Kensington de 1930 até sua morte em 2002.
    Margarida morreu no hospital em 9 de fevereiro de 2002, aos 71 anos, depois de sofrer um ataque cardíaco massivo. Seu funeral foi um evento particular em família, no dia em que se completou o aniversário de morte de cinqüenta anos de seu pai, e ocorreu durante o ano do jubileu de ouro (cinqüenta anos de reinado) de sua irmã. A cerimônia foi um evento particular - no qual a Rainha-mãe foi vista publicamente pela última vez antes de sua morte. Um serviço memorial de Estado completo foi realizado muitas semanas depois. Diferentemente de outros membros da família real, Margaret foi cremada. Suas cinzas foram enterradas na Capela de São Jorge (Castelo de Windsor) ao lado do pai Jorge VI do Reino Unido e de sua mãe Elizabeth Bowes-Lyon,  a mãe faleceu pouco depois da morte da filha em 30 de março de 2002.
    O sobrinho da princesa, o Príncipe de Gales, falou sobre ela após sua morte:
    "Minha tia foi uma daquelas pessoas extraordinárias que se distingüiam por serem incrivelmente vivazes e atraentes, e é claro que quando ela era pequena muitos lembram dela por aquela vitalidade, atração e, de fato, beleza; mas ela também, e eu acho que muitos não perceberam isso, mas ela tinha tal incrível talento".
     
    • 21 de Agosto de 1930 - 11 de Dezembro de 1936: Sua Alteza Real a Princesa Margaret de York
    • 11 de Dezembro de 1936 - 6 de Maio de 1960: Sua Alteza Real a Princesa Margaret
    • 6 de Maio de 1960 - 6 de Outubro de 1961: Sua Alteza Real a Princesa Margaret, Sra. Antony Armstrong-Jones.
    • 6 de Outubro de 1961 - 9 de Fevereiro de 2002: Sua Alteza Real a Princesa Margaret, Condessa de Snowdon.
    Ficheiro:Coat of Arms of Margaret, Countess of Snowdon.svg

    Brasão de armas da Princesa Margaret de York.
     
    ´
    Margaret.

    quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

    Anne a Princesa real

    Ana, Princesa Real (nome completo: Anne Elizabeth Alice Louise;[1] Londres, 15 de agosto de 1950) é um membro da família real britânica e a única filha da rainha Elizabeth II do Reino Unido (Isabel II). Recebeu o título de princesa real em 1987 e atualmente é a décima na linha de sucessão ao trono do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, e dos outros reinos da Comunidade de Nações, tais como Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu. Ao nascer, ela era a terceira na linha, mas mudou para o segundo lugar quando sua mãe se tornou rainha e até o nascimento de seu irmão, o príncipe André, duque de York, em 1960.
    A princesa real é conhecida por seus trabalhos de caridade. Ela também é o único membro, além de Zara Phillips, da realeza britânica que competiu nos Jogos Olímpicos.
    A princesa Ana nasceu na Clarence House, Londres em 1950. Ela é a segunda filha da rainha Elizabeth II e do Príncipe Phillip e a sétima na linha sucessória.
    Foi batizada no Salão de Música do Palácio de Buckingham, em 21 de outubro de 1950, por Cyril Garbett, então Arcebispo de York. Seus padrinhos foram: o conde Mountbatten de Burma, Andrew Elphinstone, a rainha-consorte Elizabeth, a Princesa Alice de Battenberg e a Princesa de Hohenlohe-Langenburg.
    Antes do nascimento de seu irmão mais velho, o avô deles divulgou uma Carta-patente garantindo as dignidades titulares de Príncipe e Princesa da Grã-Bretanha e Irlanda e o título de de Sua Alteza Real para qualquer filho do Duque e da Duquesa de Edimburgo. Por isso, desde seu nascimento, a Princesa Ana foi titulada de Sua Alteza Real, a Princesa Ana de Edimburgo".
    Ela foi educada no Palácio de Buckingham e, posteriormente, em Benenden School, um internato público em Kent.
    Em 6 de janeiro de 1952, quando o avô de Ana, Jorge VI, morreu, sua mãe ascendeu ao trono. Então seu título oficialmente passou a ser Sua Alteza Real A Princesa Ana. Como era muito pequena, ela não compareceu à coroação de sua mãe. Os deveres reais da princesa começaram durante os anos 60.
    Ana tem grande estusiasmo por cavalos, e a atividade de equitação tornou-se uma parte importante de sua vida. Em 1971, aos 21 anos, a princesa ganhou no campeonato europeu, realizado em Burghley, e foi eleita a personalidade do ano pela BBC Sports. Durante cinco anos, ela competiu dentro do time britânico, ganhando uma medalha de prata em disciplinas individuais e conjunta no campeonato europeu de 1975, realizado na Alemanha. No ano seguinte, ela participou dos Jogos Olímpicos de Montreal como membro do time britânico, correndo com o cavalo da Rainha, nomeado Goodwill. Em 5 de fevereiro de 1987, ela apareceu na 200° edição do quiz show A Question of Sport, da BBC. Foi a primeira vez que um membro da realeza participou dentro de um show na televisão.
    Em 14 de novembro de 1973, a princesa Ana casou-se com Mark Antony Peter Phillips, um tenente e depois capitão da 1st The Queen's Dragoon Guards (regimento de cavalaria armada), na Abadia de Westminster, Londres. O casamento foi assistido via televisão por mais de 100 milhões de pessoas. O casal teve dois filhos, ambos nascidos, como sua mãe, num dia 15 de um mês:
    • Peter Mark Andrew Phillips (15 de novembro de 1977)
    • Zara Anne Elizabeth Phillips (15 de maio de 1981)
    Como tradição, a Rainha ofereceu a Mark Philips um condado, o qual ele recusou educadamente, no dia de seu casamento. Esta decisão foi também um desejo específico de Ana, que queria proteger seus filhos da publicidade que os títulos da realeza lhes traria. Consequentemente, Peter e Zara tornaram-se os primeiros netos de um soberano que não receberam títulos reais nem nobiliários. Contudo, eles não são os primeiros filhos de uma princesa que não receberam títulos. Os filhos da Princesa Alexandra, prima da Rainha, não têm títulos reais nem nobiliários.
    Anos depois, a princesa e o capitão foram morar em Gatcombe Park, em Gloucestershire.
    Como princesa real, a princesa Ana realiza um número de deveres oficiais em nome de sua mãe, em seu papel como soberana de alguns dos reinos da comunidade. Ana começou a empreender seus deveres reais oficialmete logo ao sair da escola secundária, e acompanhou seus pais em uma visita de estado da Áustria no mesmo ano. Substitui às vezes a rainha nos funerais dos dignitários estrangeiros (aos quais a rainha habitualmente não atende), e reside no palácio de Holyrood em Edimburgo cada verão, hospedando acoplamentos lá.
    A princesa igualmente viaja ao exterior em nome do Reino Unido até três vezes por ano. Foi o primeiro membro da família real a fazer uma visita oficial à URSS quando foi lá como convidada do governo em 1990. Depois da aposentadoria da rainha mãe em 1981, Ana foi eleita por graduados da Universidade de Londres. É igualmente um representante britânico no comitê olímpico internacional como um administrador, e é um membro do comité de organização de Londres para os Jogos Olímpicos.
    E também de muitos outros deveres reais, sua agenda está cheia o ano inteiro.
    A princesa foi alvo de uma fracassada e perigosa tentativa de sequestro, em 20 de março de 1974. O incidente ocorreu quando a princesa e seu marido estavam retornando ao Palácio da Buckingham de um evento de caridade em Londres, na Pall Mall. A carruagem real que os conduzia foi forçada a parar quando um carro Ford parou à frente deles. O motorista do veículo, Ian Ball (depois julgado como mentalmente instável) saiu segurando uma arma. O inspetor James Beaton pulou da carruagem para desarmar Ball, mas levou um tiro no peito e na cabeça. O chofer Alex Callender tentou desarmá-lo, quando Ball se aproximou da carruagem para raptar a princesa, mas também foi baleado. O jornalista Brian McConnell, que estava próximo, tentou ajudar e levou um tiro no peito. A princesa conseguiu, enquanto isso, sair da carruagem e fugir para o outro lado, e Ron Russell golpeou Ian Ball atrás da cabeça. Michael Hills, que também estava próximo, foi baleado por Ball. Finalmente, o policial Peter Edmonds prendeu Ian.
    Ball foi julgado culpado por tentativa de rapto e assassinato e declarado mentalmente instável. A sentença foi mandá-lo para o Hospital de Broadmoor, um dos três maiores hospitais psiquiátricos de segurança máxima do Reino Unido. Ian Ball planejava pedir 2 ou 3 milhões de libras em troca da vida da princesa. O incidente fez com que o nível de segurança da Família Real Britânica aumentasse. O inspetor James Beaton recebeu a George Cross (Cruz de Jorge), a mais alta condecoração para um civil do Reino Unido e da Commonwealth. Alex Callender, Brian McConnell, Ron Russell e Michael Hills receberam a Queen's Gallantry Medal (Medalha de Galanteria da Rainha), a condecoração de terceiro nível para um civil britânico.
    Em 13 de junho de 1987, a Rainha Isabel II concedeu o título de Princesa Real (título das princesas mais velhas de um soberano) à sua filha. Ana foi então titulada Sua Alteza Real a Princesa Real. O título havia sido usado pela Princesa Mary, condessa de Harewood, filha do Rei George V, até sua morte em 1965.
    Em 1996, a princesa serviu como alta comissionária de Sua Majestade na Assembléia Geral da Igreja da Escócia
    .
    Em agosto de 1989, a princesa Ana e o capitão Mark Philips anunciaram a sua intenção de se separarem. O casamento estava arruinado há anos. O casal divorciou-se em abril de 1992. Em 12 de dezembro de 1992, Ana casou-se novamente, tornando-se a primeira princesa divorciada a casar-se pela segunda vez desde Vitória de Edimburgo. Ela escolheu a Igreja da Escócia para realizar a cerimônia, pois a Igreja da Inglaterra  proibia que divorciados se casassem novamente, o que está mudando nos dias de hoje.
    Ela casou-se com Timothy James Hamilton Laurence, em Crathie Kirk, perto do Castelo de Balmoral, em Aberdeenshire. Timothy era comandante da Marinha Real e aquando de seu casamento tornou-se contra-almirante.
    Princesa Real está envolvida com pelo menos 200 organizações de caridade dentro de sua capacidade oficial. Ela dedica-se principalmente à organização Save the Children, da qual ela é presidente desde 1970. Em 1991, ela fundou a The Princess Royal Trust for Carers. Seu trabalho ajuda inclusive muitas pessoas pobres de nações africanas. Ela representa o Comitê Olímpico Internacional como administradora e é membro do Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos para Londres.
    Desde 1981, ela ocupa o cargo de reitora da Universidade de Londres. Também é patrona da Seleção Escocesa de Rugby e comparece na maioria dos jogos internacionais em Murrayfield.
    Em 2001 a Corte de Magistrados de Cheltenham cobrou 400 da Princesa Real e tirou cinco pontos de sua carteira de motorista, porque ela estava dirigindo a 149 quilômetros por hora numa estrada. A princesa estava indo em direção a Hartpury College, em Gloucestershire. Em 2002, uma quantia de £500 foi cobrada pela Corte de Magistrados de Berkshire da princesa porque seu cachorro, Dotty, atacou dois meninos enquanto ela e seu marido estavam caminhando em Windsor Great Park, perto do Castelo de Windsor. Em dezembro de 2003, um dos cães da Rainha teve de ser sacrificado, depois de ser atacado pelo cão da Princesa Real, Florence.



    Ficheiro:Anne Princess Royal Arms.svg
    Brasão de armas de Anne.
    Anne a princesa real

    quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

    Princepe de Gales ( Charles )

     (Charles), Príncipe de Gales (nome completo em inglês: Charles Philip Arthur George Mountbatten-Windsor; Londres, 14 de Novembro de 1948), é o filho mais velho de Elizabete II do Reino Unido e de Filipe, Duque de Edimburgo. Ele é o príncipe herdeiro dos tronos do Reino Unido e de mais de uma dúzia de reinos da Comunidade Britânica. Ele tem como título o nome de SAR Príncipe Charles, Duque de Rothesay na Escócia e de SAR Príncipe de Gales em outros lugares.
    Nasceu em 14 de Novembro de 1948 no Palácio de Buckingham, filho de SAR a Elizabete II do Reino Unido, filha mais velha do Rei Jorge VI do Reino Unido e de Elizabeth, a Rainha-Mãe. Em seu nascimento foi intitulado Sua Alteza Real o Príncipe Carlos de Edimburgo. Em 1952 sua mãe assumiu o trono, tornando-se Rainha Elizabete II do Reino Unido. Então, ele tornou-se imediatamente Duque da Cornualha e também Duque de Rothesay e Conde de Carrick, adquirindo os títulos escoceses adicionais de Barão de Renfrew, Lorde das Ilhas e Príncipe e Grande Steward da Escócia.
    O sobrenome oficial do príncipe é Windsor, de acordo com documentos legais, mas ele tem regularmente utilizado o sobrenome Mountbatten-Windsor em documentos oficiais que requereram a utilização de um sobrenome, i.e., certidão de casamento e de divórcio. Se ascender ao trono, o Príncipe de Gales poderá mudar o nome da casa real para "Mountbatten", em honra a seu pai e seu tio-avô Louis Mountbatten, 1° Conde Mountbatten de Burma.
    O príncipe de Gales é normalmente referido como Sua Alteza Real o príncipe de Gales, exceto na Escócia, onde é intitulado Sua Alteza Real o príncipe Carlos, duque de Rothesay. Seu título completo é raramente usado; é este: Sua Alteza Real o Príncipe Carlos Filipe Artur Jorge (Charles Philip Arthur George), Príncipe de Gales e Conde de Chester, Duque da Cornualha, Duque de Rothesay, Conde de Carrick, Barão de Renfrew, Lorde das Ilhas, Príncipe e Grande Defensor da Escócia, Cavaleiro Associado à Nobilíssima Ordem da Jarreteira, Cavaleiro da Mais Antiga e Nobilíssima Ordem do Cardo-Selvagem, Grande Mestre e Primeiro e Principal Cavaleiro da Grande Cruz da Honorabilíssima Ordem do Banho, Membro da Ordem do Mérito, Cavaleiro da Ordem da Austrália, Membro da Ordem de Serviço da Rainha, Lorde do Conselho de Sua Honorabilíssima Majestade, Aide-de-Camp de Sua Majestade.
    Recentemente o príncipe de Gales declarou que no momento de sua ascensão manteria o nome Windsor, bem como seus filhos. O nome Mountbatten-Windsor seria usado a partir da geração seguinte. Se se tornar rei, adotará o título de Jorge VII.
    O príncipe de Gales estudou no Goronstoun College, na Escócia, e freqüentou, por um período, o campus educacional ao ar-livre Timbertop, do Geelong Grammar School, na Austrália. Ele também freqüentou a universidade no Trinity College, Cambridge onde estudou antropologia e arqueologia, mais tarde estudou história, ganhando um diploma. O príncipe também freqüentou a Universiy College de Gales, Aberystwyth, onde foi com a intenção de aprender galês - a primeira vez que um príncipe inglês faz uma tentativa de aprendê-la.
    Duque da Cornualha tornou-se príncipe de Gales e Conde de Chester em 1958, embora sua atual investidura só viesse a ocorrer em 1 de julho de 1969. Foi uma cerimônia grandiosa no Castelo Caernarfon no norte de Gales, um local tradicionalmente associado à criação do título no século XIII. Investiduras anteriores ocorreram em várias localidades, incluindo o Palácio de Westminster, a casa do parlamento. A cidade galesa de Swansea teve seu status elevado para marcar a ocasião.
    A investidura despertou consideravelmente a ira entre os nacionalistas galeses, e houve alguns focos de violência.
    No final da década de 1970, o príncipe de Gales tornou-se o primeiro membro da famíla real desde o Rei Jorge I da Inglaterra a freqüentar o encontro do Cabinet britânico, sendo convidado pelo primeiro-ministro trabalhista James Callaghan para observar de perto os trabalhos governamentais.
    Em 29 de julho de 1981, o príncipe de Gales e Lady Diana casam-se na Catedral de São Paulo frente a 3500 convidados e 750 milhões de pessoas no resto do mundo, pela televisão. Todos os chefes de estado da Europa participaram (exceto o rei Juan Carlos I da Espanha, que foi advertido a não participar, já que a lua-de-mel poderia passar pelo território de disputa de Gibraltar. Também a maioria dos chefes de Governo, com a notável exceção de Karamanlis da Grécia, que recusou o convite já que o rei exilado Constantino II, amigo pessoal do príncipe, ter sido convidado como "rei da Grécia" (descrição tecnicamente correta a monarcas exilados que não abdicaram) no convite, o que enfureceu republicanos gregos; Patrick Hillery, então presidente da Irlanda, foi advertido pelo primeiro-ministro Charles J. Haughey a não comparecer por causa dos problemas envolvendo britânicos e a Irlanda do Norte.
    Com o casamento com o príncipe-herdeiro, Lady Diana recebeu o título de princesa de Gales juntamente a Sua Alteza Real; embora ela fosse inúmeras vezes chamada de "Princesa Diana", essa forma está incorreta. Eles se instalaram em Highgrove em Gloucestershire e no Palácio de Kensington. Quase imediatamente, a Princesa de Gales tornou-se uma estrela, perseguida por paparazzi, e suas mudanças (incluindo as de estilo de cabelo) foram conferidas por milhões em fotos vendidas por milhares de dólares a tablóides e jornais do mundo inteiro.
    Críticos da princesa de Gales alegavam que ela era insustentável e temperamental. Com apenas cinco anos de casamento o conto de fadas de Gales já estava à beira de um colapso. Ironicamente, o príncipe e princesa de Gales se pareciam em algumas coisas: ambos tiveram problemas de infância. Ambos levaram seus papéis públicos a sério e dedicaram-se muito a trabalhos voluntários, sendo bastante bem-vistos por isso. (A Princesa de Gales notavelmente dedicou-se muito tempo ajudando pessoas com SIDA (Aids), enquanto o Príncipe de Gales dedicou muito esforço aos grupos marginalizados de centros urbanos através de seu programa Prince's Trust).
    Ambos os parceiros subsequentemente admitiram casos extra-conjugais, que formalmente consistiam em adultério ou fornicação, ele com Camilla Parker-Bowles, ela com diversos homens. Embora eles permanecessem um casal em público, eles se separaram no começo dos anos 90, ele ficou morando em Highgrove, e ela se mudou ao Palácio de Kensington. A imprensa notou o distanciamento do casal e o constrangimento deles quando estavam juntos. Evidência de infidelidade começou a surgir nos noticiários. Em 1992, era óbvio que o casamento estava acabado. O casal formalmente se separou, com as fontes da imprensa assumindo posições distintas em que lado ficar na chamada "Guerra dos Galeses".
    O casamento do príncipe e princesa de Gales terminou formalmente em divórcio em 28 de agosto de 1996. Eles tiveram dois filhos, William de Gales e Harry de Gales. Pese embora as evidências de adultério, não se põe em causa que os dois rapazes sejam efetivamente filhos de Carlos.
    Diana, Princesa de Gales morreu em um acidente de carro em 1997, em Paris. Como Diana não era mais membro da família real, a responsabilidade do funeral coube a seus parentes de sangue, os Spencers. O príncipe de Gales voou a Paris para acompanhar o traslado do cadáver de sua ex-esposa e insistiu que fosse dado a ela um funeral real formal; uma nova categoria de funeral formal foi criado especialmente a ela. O papel de pai do príncipe ganhou mais simpatia, em particular em como ele lidou com a crise da revelação que seu filho mais novo, Príncipe Harry, estava usando drogas. De impopular em meados dos anos 90, O príncipe de Gales tornou-se um dos membros mais populares da Família Real.
    A relação do príncipe de Gales com Camilla Parker-Bowles eventualmente tornou-se publicamente conhecida quando ela tornou-se consorte não-oficial. O casamento permanecia impedido de ocorrer por dois problemas principais requirindo resolução e aceitação. Como futuro Chefe Supremo da Igreja da Inglaterra, o panorama de seu casamento com Camilla, com quem ele havia tido um relacionamento enquanto ambos eram casados, foi mal-visto por alguns. Ambos eram divorciados, mas como seu ex-marido ainda estava vivo, seu segundo casamento ficaria mais problemático e controverso. As opiniões — tanto públicas quanto da Igreja — mudou de um jeito para que o segundo casamento fosse aceitável.Se tornou clara a relação um com o outro depois de uma revista americana relatar uma ligação,onde Carlos dizia que gostaria de ser o absorvente de Camilla.
    Em 10 de Fevereiro de 2005, foi anunciado pela Clarence House que o príncipe de Gales e Camilla Parker-Bowles iriam casar-se em 8 de abril daquele ano numa cerimónia civil no Castelo de Windsor com uma benção religiosa na Capela de São Jorge. Subsequentemente, a localidade foi mudada para a Prefeitura de Windsor, possivelmente depois da descoberta de que o Castelo de Windsor deveria ficar livre para o casamento de outras pessoas. Em 4 de Abril foi anunciado que o casamento seria adiado em um dia indo para 9 de Abril devido ao funeral do Papa João Paulo II, para o qual o príncipe de Gales foi convidado.
    O Príncipe foi o primeiro membro da família real a casar-se em uma cerimónia civil na Inglaterra. Stephen Shetney questionou se Carlos e Camilla poderiam casar-se numa cerimónia civil, sendo a família real especificamente excluída da lei que institui casamentos civis na Inglaterra. A rede britânica de televisão BBC publicou um documento oficial que dizia que os membros reais não poderiam se casar pelo civil na Inglaterra, mas a Clarence House rejeitou o aviso.
    O casamento com Camila aconteceu no dia 9 de abril de 2005, tendo a Igreja Anglicana dado sua benção ao eventual casamento do príncipe Charles, herdeiro da coroa britânica, com Camila, segundo informa o jornal The Times; a posição foi manifestada pelo Lord Carey, ex-arcebispo da Cantubury e primaz da Igreja Anglicana, que qualificou a união entre Carlos e Camila como "natural".
    O arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, deu sua benção pessoal ao príncipe. A decisão da Igreja Anglicana acaba com anos de debate sobre o casamento do príncipe herdeiro com Camilla que tornou-se Camila Rosemary Mountbatten-Windsor. Para não desagradar a opinião pública, a coroa britânica já tomou as providências para que Camilla não se torne rainha, hipótese rejeitada por 98% dos britânicos, segundo pesquisa do jornal Daily Express, caso o aparente príncipe herdeiro da Coroa do Reino Unido assuma o trono, Camilla vai ser princesa consorte. Até lá, entrará para a família real como Duquesa da Cornualha, uma região situada no sudoeste da Inglaterra e da qual o príncipe Carlos ganhou o título de Duque, passado sempre ao filho mais velho do soberano britânico, quando sua mãe Elizabeth II foi coroada rainha.
    Com 60 anos completados no dia 14 de Novembro de 2008, Carlos segue como o mais velho Príncipe de Gales - título concedido a herdeiros diretos do trono - que a família real já teve. Diferente do primeiro Príncipe de Gales Eduardo II que em 1307 foi coroado com 23 anos de idade. Antes de Carlos, somente os reis Guilherme IV, que assumiu com 58 anos em 1820, e Eduardo VII, que reinou a partir de 1901 com 59 anos, chegaram perto da idade, mas não eram sucessores diretos. Carlos segue distante do trono, e pode nunca chegar a assumi-lo. A sua mãe, a rainha Elizabete II, já deu indícios de que não pretende abdicar do trono em favor do filho, mesmo aos 86 anos. Se a atual Rainha viver até 101 anos ou mais, como a Rainha-Mãe, ele terá 79 anos quando finalmente se tornará Rei.
    Brasões Reais
     Ficheiro:Flag of the Duke of Cornwall.svg
    brasão do duque da cornualha
     
    Ficheiro:Coronet of the British Heir Apparent.svg
    coroa do princepe de gales.
     
    Ficheiro:Coat of Arms of Charles, Prince of Wales.svg
    brasão de armas do principe Charles.
     
    Ficheiro:Coat of Arms of the Duke of Rothesay.svg
    brasão usado na escocia
     
    

    Elizabeth Bowes-lyon / A Rainha Mãe / The Queen Mother

    N ascida em 04 de agosto de 1900, na nobreza britânica. Ela ganhou proeminência em 1923 ao se casar com Alberto, Duque de York, o segundo ...